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João Dionísio de Sousa (Grupo Sousa): «Temos vindo a apostar mais na área da Energia»

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O seminário ‘Gás Natural na Mobilidade’, promovido pela GASNAM e que contou com a cobertura da Revista Cargo, deu palco à apresentação de João Dionísio de Sousa, responsável da Gáslink, empresa que integra o universo do Grupo Sousa. Durante a sua intervenção, fez um retrato da actividade do grupo na área energética, elencando os desafios que, sucessivamente, têm vindo a ser ultrapassados com assinaláveis doses de pioneirismo nacional.

«O Grupo Sousa tem sede na ilha da Madeira, desde os últimos 30 anos tornou-se num dos principais operadores no sector marítimo-portuário, somando uma vasta experiência nesta área e noutras áreas como a energia. Neste momento o Grupo Sousa é o maior armador português», introduziu João Dionísio de Sousa. «Estamos no top-100 mundial, mas também temos outras áreas de actividade, não só os transportes marítimos de carga, como também no transporte de passageiros nas ilhas da Madeira e Porto Santo», elencou.

«Temos linhas internacionais para África, temos operações portuárias tanto nas ilhas, como no continente. Também faz parte do consórcio que tem a concessão do terminal de cruzeiros de Lisboa, é a única empresa portuguesa que faz parte desse consórcio, as outras são estrangeiras», descreveu, fazendo assim uma explanação sobre a «componente logística» do grupo, para, depois, passar para o domínio energético.

João Dionísio de Sousa fez o retrato do desafio energético do Grupo Sousa e sublinhou as conquistas alcançadas

«Temos vindo a apostar mais recentemente em uma nova área, que é a da Energia. Temos um sector de energias renováveis, nomeadamente, um parque eólico e, agora, esta operação de gás natural que começou em 2014. Nós  começámos em consórcio com a GALP, em 2014, para fornecimento de gás natural à central termoeléctrica da Vitória, na Madeira, e montámos uma logística de inter-infraestruturas para levar gás desde Sines até à Madeira; não existindo entre eles gasoduto. E também não existia, como existe aqui no continente – à falta de haver gasoduto – uma OAG e uma rede de distribuição local», disse, aprofundando o dossier da Energia.

«Transportamos neste momento o gás natural desde Sines até à Madeira em contentores criogénicos, que foram construídos para este efeito, até têm um semelhante aqui fora que é mais pequeno, de 20 pés, os nossos são de 40 pés e usamos uma frota de 55 contentores, e que todos os dias transportamos para a Madeira gás natural. Trabalhamos em parceria com a TNL, que é responsável pelo nosso elemento pivot da operação e pelo sucesso da operação no continente, entre Sines e Lisboa».

«Desde o início da operação, em 2014, até agora, já fizemos mais de 6400 operações, até Segunda-feira passada. Estamos a falar de 30 contentores por semana, numa frota de 55, 30 contentores por semana que estão sempre a fornecer gás à empresa de electricidade. Temos unidade autónoma de gás natural, que é a maior do país, e que foi montada para fornecer gás natural à central termoeléctrica», afirmou o responsável da Gaslink.

«Já transportámos para a ilha 1,6 tera watts/hora, o que já é considerável. A penetração do gás natural na ilha da madeira estamos a falar entre os 15% a 19%, mas isto varia com o índice energético que é usado na ilha, tanto nas renováveis como nas outras fontes de energia», explicou João Dionísio de Sousa.

Primeira operação truck-to-ship aconteceu há um ano atrás

«Também está a fazer um ano desde que foi feita em Portugal a primeira operação de truck-to-ship na Madeira, no Funchal, em consórcio com a GALP: foi possível fornecermos gás natural a um navio de cruzeiros que é o AIDA Prima, (Carnival), que tem um gerador de porto que funciona a gás natural, e durante a temporada que fez escala semanalmente na Madeira, no Inverno, esteve a trabalhar a gás natural. Desligam os motores e accionam o gerador de porto, para poderem ter energia eléctrica no navio quando esteve estava atracado. Foi a primeira vez que foi feita na Madeira, e em Portugal, uma operação deste tipo», enalteceu.

«Toda a gente sabe que o gás natural é mais ecológico»

«Em termos de reduções das emissões, já toda a gente sabe que o gás natural é mais ecológico, mais amigo do ambiente, tem sempre a dificuldade em se saber efectivamente o que estamos a reduzir, qual a forma de conseguirmos quantificar, alguns valores internos que temos vindo a trabalhar com os factores de emissão da Agência Europeia do Ambiente e também a Agência Portuguesa do Ambiente, para tentar ter uma ideia da quantidade de CO2, de enxofre e de NOx na Madeira», finalizou.

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