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João Silva (IP) e a digitalização: «O mundo do papel a acompanhar as cargas tem que acabar»

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Realizou-se, no passado dia 2 de Julho, a reunião inaugural da Comissão Nacional para a Digitalização e Simplificação do Transporte e Logística – na ENIDH, entidades privadas e públicas juntaram-se para dar início ao acompanhamento da implementação global da JUL. João Silva representou a Infra-estruturas de Portugal (IP) no evento, e, à saída, prestou declarações à Revista Cargo sobre os trabalhos e sobre a importância do processo.

Desmaterialização é «fundamental para toda a cadeia logística», disse João Silva

Falando «na perspectiva de porto seco, que é a perspectiva pela qual a IP participa nestes projectos desde o início, desde a JUL até à integração na Comissão Nacional», o director do Departamento de Exploração de Terminais da IP frisou à Revista Cargo que este processo de desmaterialização em Portugal «é fundamental para toda a cadeia logística, que este funcionamento se faça de forma simples, fácil e obviamente electrónica».

«O mundo do papel a acompanhar as cargas tem que acabar – não faz sentido absolutamente nenhum duplicarmos, em cada ponto das cadeias, os mesmos procedimentos, as mesmas tarefas. A missão é tornar tudo isto mais eficaz e mais barato, no fundo mais competitivo. É transformar todos estes processos em processos mais competitivos, simples e baratos. É importante para todos», completou João Silva, adiantando que a «reunião correu muito bem» e que a «digitalização das cadeias logísticas é fundamental, quer pelo lado das exportações quer das importações».

IP totalmente integrada no espírito digitalizante

sines ferrovia Corredor FerroviárioO pendor digitalizante não é recente e tem sido uma aposta consistente: «É um projecto muito interessante para o futuro do país. Muito antes da pandemia, já tínhamos a consciência destas necessidades. Por exemplo, a IP começou, desde 2016, a pensar nestas questões, e temos uma aplicação informativa a funcionar que gere os terminais – os nossos terminais, o de Leixões e o de Bobadela – por comunicação directa com Sines. Todas as cargas de Sines – e outras que os operadores desejem transportar para os nossos terminais – podem ser comunicadas electronicamente», explicou.

«Temos essas comunicações desde 2017 com os operadores ferroviários, com o terminal de origem ou destino de Sines. Neste momento também já o temos com o Porto de Leixões, daí também estarmos a integrar, desde o início, todo este processo de desenvolvimento da JUL, uma vez que, desde 2017 que já integramos uma parte substancial destes conceitos», acrescentou João Silva, rejeitando que a pandemia tenha acelerado o ímpeto de desmaterialização, já que este, realçou, é estruturante, tendo sido produto de uma evolução gradual no tempo. «Trata-se de uma visão que já estava assumida há bastante tempo por todo o sector. Isto é algo de fundamental que não pode deixar de ser implementado», salientou.

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