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Jorge d’Almeida: evolução do Porto de Sines é «história de sucesso extraordinária»

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No programa ‘Fronteiras XXI‘, transmitido na passada Quarta-feira pela RTP3, Jorge d’Almeida, presidente da Comunidade Portuária e Logística de Sines e especialista com décadas de experiência no dossier marítimo-portuário, analisou a evolução do Porto de Sines, tida como «uma história de sucesso extraordinária», produto de uma cooperação entre a iniciativa privada e o «apoio e entendimento» da tutela, explicou.

Jorge d’Almeida: cooperação entre privado e público na origem do sucesso

«Sines é hoje um porto de sucesso que teve um princípio difícil. Mas foi um sucesso porque houve uma combinação única, de facto, do interesse do maior operador portuário do mundo, a PSA, em Sines, que depois conseguiu trazer um dos maiores operadores marítimos do mundo, a MSC, mas houve também a felicidade de haver uma grande convergência com a tutela, na altura, à frente da qual estava a engenheira Ana Paula Vitorino, enquanto Secretária de Estado dos Transportes, e, depois, como Ministra do Mar. Essa cooperação foi absolutamente crítica», analisou.

SinesJorge d’Almeida dissertava sobre o peso da Economia do Mar nas contas do país e as opções estratégicas a serem tomadas para que Portugal possa capitalizar a sua relação privilegiada com o Mar. A evolução acentuada do porto alentejano, que disparou em termos de crescimento de volumes movimentados nos últimos 12 anos, foi dada como exemplo de uma dessas estratégias: sinergias entre a iniciativa empresarial e o sector público. Para finalizar, será sempre necessário contar com o factor sorte, explicou o presidente da comunidade portuária.

Aliada a esta sinergia entre a PSA e a visão estatal, «houve um elemento de sorte, que foi o facto de Lisboa estar a sofrer imenso com problemas laborais e congestionamentos, e, portanto, a MSC decidiu vir para Sines, na altura apenas com um serviço costeiro. Depois de estar em Sines descobriu ali uma grande plataforma marítima e hoje tem a partir dali, 23 serviços semanais para todo o mundo. Começou com um movimento de cerca de 4 mil contentores por mês e antes da COVID-19 estava a fazer cerca de 120 mil por mês – é uma história de sucesso extraordinária mas era impossível acontecer sem esta combinação da iniciativa privada com o apoio, entendimento e competência da parte pública», recordou.

Posição de Sines «ideal» para cruzamento de rotas marítimas vitais

O trajecto de sucesso do Porto de Sines faz-se também à boleia, naturalmente, dos seus trunfos geográficos: «A localização geográfica de Sines é ideal para fazer o cruzamento das rotas que vêm do Extremo Oriente e do Mediterrâneo com as rotas atlânticas. Fazer o transbordo da carga mas, também, de certa maneira, ter a possibilidade de trazer para Portugal escalas directas de navios-mãe, portanto, ter um serviço que é mais barato e que tem um trajecto mais curto e mais rápido, que, em termos de economia, é importante», acrescentou Jorge d’Almeida.

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