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José Castel-Branco: Portos têm «posição decisiva na manutenção do sector económico nacional»

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O ‘Diário de Notícias‘ elaborou recentemente uma reportagem na qual ouviu vários actores do sistema portuário nacional para avaliar o real peso das infra-estruturas portuárias na integridade e homeostase logística do país. Entre as figuras esteve José Castel-Branco, administrador do Porto de Lisboa, porto absolutamente vital na cadeia nacional de abastecimento de cereais, entre outros produtos.

«Temos uma posição absolutamente decisiva na manutenção da qualidade de vida e do sector económico nacional», frisou, ao ‘Diário de Notícias’, José Castel-Branco, lembrando que nem sempre é fácil explicar às pessoas a real dimensão do «gigantismo» e da «capacidade logística que o país tem de ter para abastecer cerca de 11 milhões de habitantes». Neste desafio, o Porto de Lisboa é uma das peças importantes do puzzle e não pode falhar.

Cruzeiros: pandemia travou crescimento acentuado do Porto de Lisboa

A-ETPL porto de lisboa aoplAo analisar os entraves e desafios trazidos pela pandemia de COVID-19 e respectivas medidas generalizadas de restrição, o administrador do porto lisboeta salienta que a infra-estrutura da capital sentiu «decréscimos muito grandes na carga, de cerca de 30%». Mas não foi só o segmento das cargas que sentiu o efeito negativo da pandemia: também os cruzeiros foram altamente prejudicados, denotou o administrador.

«Na parte do transporte marítimo sofremos uma perda brutal na área dos cruzeiros. Nós estávamos a bater recordes sucessivos em termos de transporte de passageiros, em termos do número de navios que recebíamos, mas a partir de Março de 2020 passámos a zero. Não houve mais cruzeiros e isso foi uma perda brutal», explicou José Castel-Branco. Recorde-se que o Porto de Lisboa recebeu, em 2019, recebeu mais de 330 escalas de navios de cruzeiro e mais de 500 mil passageiros; já no conturbado ano de 2020, se ficou pelos 55 navios que aí chegaram até Março.

«Em termos económico-financeiros é um peso muito grande. Esta actividade trazia-nos, em termos líquidos, mais de três milhões de euros de resultados ao ano e portanto é uma perda muito grande», afirmou José Castel-Branco, calculando que demorará cerca de dois anos para que a actividade regresse a números de normalidade pré-COVID-19. Para o Gestor de concessões, o Porto de Lisboa tem «a responsabilidade de manter toda a engrenagem a funcionar», uma vez que o seu papel no abastecimento nacional é crucial e nunca pode estar em risco.

Fonte: Diário de Notícias

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