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José Luís Cacho (APS) à ESPO: Porto de Sines é «hub atlântico por excelência»

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Em entrevista concedida, no final de Maio, à ESPO, no âmbito da rubrica ‘Port Pro of the Month’, José Luís Cacho, presidente do Conselho de Administração da APS e presidente da Associação de Portos de Portugal (APP) abordou extensivamente o presente e o futuro do Porto de Sines, analisando os novos desafios que serão estruturantes no contínuo desenvolvimento da infra-estrutura portuária líder em Portugal.

«Além de ser o principal fornecedor de produtos energéticos do país, Sines também oferece um potencial estratégico para o desenvolvimento dos mercados renováveis ​​de GNL e hidrogénio. De facto, o único terminal de GNL do país está localizado no porto de Sines, sendo responsável por quase 90% das necessidades de Portugal», começou por descrever José Luís Cacho, ao fazer uma introdução das valências do porto alentejano.

Captar «novos negócios» sem descurar a prioridade: os contentores

Terminal XXI Porto de Sines Madrid MaerskColocando a descarbonização na lista de prioridades do porto, o presidente da APS vincou que o processo vem definindo «um novo cenário» para Sines, que, inclusivamente parou «quase completamente o manuseio de carvão». «Um dos nossos desafios é aprimorar a actividade do Terminal de Granéis Sólidos, e estamos a trabalhar para atrair novos negócios, especialmente no agro-negócio», revelou José Luís Cacho.

Apesar do foco multi-direccional, o líder da APS não esconde que o desafio primordial reside no segmento da carga contentorizada: «Não obstante os demais tipos de carga, devo dizer que o nosso principal desafio é, de facto, carga contentorizada», frisou, lembrando que o porto encontra-se a expandir o Terminal XXI (duplicando a sua capacidade anual), «equipado para ser um hub atlântico por excelência» (graças ao facto de ser o primeiro porto de águas profundas da Europa Ocidental), e capaz de oferecer «serviços regulares directos aos principais mercados internacionais».

«Além da expansão do Terminal XXI, a autoridade portuária lançou um concurso público internacional para a construção e operação de um segundo terminal de contentores – Terminal Vasco da Gama (TVG). Oferecendo -20mHZ, o TVG oferecerá uma capacidade total de 3,5 milhões de TEU», sublinhou, mostrando-se confiante num futuro risonho: «Acredito que podemos dizer que o sol brilhará em Sines no futuro próximo».

José Luís Cacho: Sines «reforçará posição na Europa» na «próxima década»

O experiente gestor, que também já liderou os destinos do Porto de Aveiro, vincou a sua crença no progressivo reforço da posição de Sines no contexto da carga contentorizada: «Acredito que, na próxima década, Sines reforçará sua posição na Europa em carga em contentores, ao mesmo tempo que desempenha um papel importante nas soluções de abastecimento mais limpas e sustentáveis», não esquecendo a aposta na digitalização, uma vez que «a eficiência portuária depende, cada vez mais, de digitalização e inovação», explicou José Luís Cacho.

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