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José Luís Cacho (APS): «A questão das alterações climáticas terá um impacto muito forte em Sines»

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José Luís Cacho, presidente do Conselho de Administração da APS, foi uma das figuras de proa do webinar ‘A Logística e os Portos enquanto “nós” da Intermodalidade’, realizada pela ADFERSIT no passado dia 16 de Setembro. Na sua intervenção, abordou os efeitos da transição energética no Porto de Sines, analisou a trave-mestra do negócio de contentores e definiu como prioridade a captação de novos negócios.

Plano estratégico anunciado em breve, revelou José Luís Cacho

porto de Sines gnlSines, líder da movimentação de cargas em Portugal, nasceu por uma indústria que agora se transforma, forçando a alterações de paradigma que terão forte impacto na configuração da actividade do porto alentejano. A descarbonização, palavra de ordem de actualidade, está a forçar Sines a mudar. «Nós concluímos a apresentação do plano estratégico, que oportunamente será anunciada. Sines vive hoje um paradigma: é um porto que nasceu com Energia, com indústria petroquímica que se instalou nesta região; mais tarde, adicionou à sua actividade a parte do Carvão, com a instalação da central termoeléctrica. Há um ano, esta actividade significava cerca de 70% do volume de negócios – por aqui se vê a necessidade desta análise estratégica para caminharmos rumo ao futuro. A questão das alterações climáticas terá um impacto muito forte em Sines», observou.

«Temos que rapidamente arranjar novos mecanismos de sustentabilidade e áreas de negócios. Com a questão da pandemia, tudo se acelerou. Não trouxe nada de novo, mas acelerou um conjunto de processos muito ligados às alterações climáticas. Tudo isto veio criar maior pressão sobre nós. Aproveitámos a oportunidade e constituímos uma equipa interna, envolvendo um conjunto de empresas e stakeholders de Portugal e Espanha, e actualmente estamos na fase final desse processo», adiantou José Luís Cacho, lembrando que os portos «são nós, integrados em toda a cadeia logística, estão no interface entre o mar e a terra». A pressão da evolução tecnológica, do factor de escala, da digitalização e do investimento infra-estrutural (para receber maiores navios) têm forçado os portos a tornarem-se, gradualmente, complexos pólos de vanguarda.

5G dará «forte impulso aos processos de digitalização nos portos»

«Antes eram meros locais onde se movimentavam cargas, hoje em dia são verdadeiras plataformas logísticas, onde interage um conjunto de operadores, stakeholders e também carregadores. Este processo de integração é um caminho que está a ser seguido vai acelerar com a questão da digitalização, que ajudará a integrar todo o processo da Logística. Não esquecer que o 5G dará também um forte impulso aos processos de digitalização e automação dos portos», comentou José Luís Cacho, enfatizando a importância do segmento contentorizado em Sines. «Realçar a importância que teve o porto ter conseguido captar o negócio dos contentores, através da parceria com a PSA e com a MSC. Pensemos: se não tivéssemos os contentores, como era hoje o Porto de Sines? Seria complicado», realçou o presidente da APS.

Sines aponta a «novos projectos industriais e logísticos»

«Naturalmente, o porto não vive apenas de contentores. Precisa também de desenvolver novas áreas de negócio, novas cargas, novos investimentos, de captar mais carga de hinterland e de captar mais carga local. O caminho é o de apontar a novos projectos industriais e logísticos na área portuária, na ZILS, e, também, a necessidade da melhoria das infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias, para ter melhor penetração no hinterland ibérico. Neste contexto, temos os nossos parceiros estratégicos: a Medway é um parceiro importante do porto no desenvolvimento das suas áreas, juntamente com os operadores rodoviárias também. Vamos entrar num caminho diferente para desenvolver um modelo sustentável para o futuro, capaz de contribuir para o desenvolvimento económico do país», rematou José Luís Cacho.

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