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José Luís Cacho (APS): JUL é «grande vantagem» que trará maior «competitividade» ao Porto de Sines

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José Luís Cacho, presidente da Administração do Porto de Sines, foi um dos oradores de destaque do 14º Congresso da ADFERSIT, ocorrido nos dias 3 e 4 de Novembro. Integrado no painel ‘A Importância do Hub Portuário na Competitividade da Economia Portuguesa’, abordou os factores que concorrem para tornar a actividade de transhipment competitiva no Porto de Sines – neste contexto, realçou a importância da ferramenta Janela Única Logística (JUL) para a agilização dos processos e a interligação fluída entre players, permitindo elevar a eficiência a um novo patamar.

José Luís Cacho: «A movimentação de contentores quase quadriplicou em 5 anos»

«Quando falamos de Sines temos de falar, no contexto da carga contentorizada, do transhipment. Há um conjunto de portos nesta região, situada num cruzamento de um conjunto de rotas marítimas,que permitiram que o transhipment tivesse um crescimento significativo nos últimos anos, principalmente em 5 portos: Barcelona, Valência, Sines, Tânger e Algeciras. Nos últimos dez anos, o transhipment cresceu anualmente cerca de 8,5% na região, onde se salienta mais o relevante crescimento de Sines – a movimentação de contentores quase quadriplicou em 5 anos», introduziu José Luís Cacho, respondendo ao primeiro desafio do moderador, outro especialista do sector, que bem conhece a realidade de Sines: Jorge d’Almeida.

«Nesta região movimentam-se cerca de 13 milhões de contentores de transhipment no ano de 2018, o que não deixa de ser significativo. Este tipo de transferência permitiu desenvolver o Terminal XXI e um conjunto de postos de trabalho importantes. Isso é um valor importante, permitindo a Sines ter uma ligação directa aos principais portos do mundo. Ou seja, a partir de Sines, fazer aquilo que faziam os outros como Roterdão, Valência, Antuérpia ou Barcelona. Temos hoje 24 ligações semanais ou bi-semanais para o mundo inteiro. O que isto gera? Gera um conjunto de oportunidades para a nossa economia, porque se passa a ter um custo logístico mais baixo, abrindo-se uma oportunidade de globalização das exportações e importações, dando oportunidades às empresas para transaccionarem a preços competitivos para todas as regiões», prosseguiu o presidente da APS.

JUL será instrumental para que Sines seja cada vez mais eficiente no transhipment

Para que possa captar linhas e carga, um porto que aposta neste tipo de tráfego precisa de ter os seus índices de operacionalidade no máximo: «Num porto com esta características de transhipment, um dos factores mais importantes é a eficiência e competitividade – para tal, tem de ter métodos de trabalho específicos, a funcionar 24 horas por dia, sem interrupções. Não nos podemos esquecer que o transhipment é um custo para o armador – tanto o pode fazer em Sines como em Valência ou Tânger, por exemplo. O que interessa ao armador é o custo da operação», explicou.

«Portanto, nós temos, de facto, de ser bastante competitivos. Uma outra ferramenta que nos torna bastante competitivos é a Janela Única Logística (JUL). Iniciámos há duas semanas a operação normal da JUL, as coisas estão a correr bem. Com esta aplicação, nós alargámos o universo das entidades conectadas com a plataforma electrónica aos operadores rodoviários, ferroviários, aos portos secos – estamos a estender esta plataforma a toda a cadeia logística. É uma grande vantagem que contribuirá para uma maior eficiência e competitividade do Porto de Sines e dos outros portos portugueses», rematou o líder do Conselho de Administração da APS.

Saiba mais sobre o arranque da JUL no Porto de Sines:

Janela Única Logística (JUL) arrancou esta Segunda-feira no Porto de Sines

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