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José Luís Cacho: Sines «tem liderado o caminho do desenvolvimento tecnológico» em Portugal

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Na rubrica ‘Port Pro of the Month’, da ESPO, José Luís Cacho abordou o presente e o futuro do Porto de Sines e os desafios que se alinham no horizonte dos portos que desejam fomentar progressivamente a sua competitividade, como é o caso do porto alentejano. Um desses desafios é a aposta tecnológica. O líder do Conselho de Administração da APS frisou que Sines «tem liderado o caminho do desenvolvimento tecnológico».

Portos lusos oferecem «operações fáceis, seguras e eficientes»

«O Porto de Sines tem liderado o caminho para o desenvolvimento tecnológico no sector portuário português. Em 2008, liderou o desenvolvimento da JUP – Janela Única Portuária, que representou uma tremenda contribuição para a eficiência dos portos», recordou o presidente do Conselho de Administração da APS. A evolução tem sido drástica e os resultados estão à vista: «Os portos portugueses não têm papel, oferecendo operações fáceis, rápidas, seguras e eficientes. Em 2013, Sines começou a implementar a plataforma que levou ao que agora é a JUL – Janela Única Logística».

José Luís Cacho: «Porto vai muito além dos seus terminais»

porto de sinesA JUL está no coração da estratégia de digitalização, interligação e eficiência do sistema portuário português, olhando para lá da actividade portuária e integrando o hinterland no espectro da interdependência logística – uma visão cada vez mais holística do processo. «Por ser um projecto estratégico nacional, a JUL amplia o foco da JUP ao longo da cadeia logística, incluindo também meios de transporte terrestre (rodoviário e ferroviário) e permitindo a interacção de todos os participante», explicou, lembrando que «hoje, um porto vai muito para além dos seus terminais».

«Hoje, um porto vai muito para além de seus terminais, espalha a sua influência ao longo do hinterland e do foreland», vincou José Luís Cacho, salientando que a digitalização e inovação «são cada vez mais factores-chave de competitividade. A eficiência operacional já não é suficiente», constatou. «Hoje, o mercado globalizado exige que sejamos mais rápidos, suaves e inteligentes; todas as cadeias logísticas devem ser ágeis e sem restrições; os mercados exigem respostas instantâneas e eficientes, inovadoras e cabe-nos a nós ser criativos, reinventar soluções e desenvolver as habilidades para fornecer uma resposta adequada, eficiente, sustentável e competitiva», detalhou.

Sines, além de liderar a corrida tecnológica, possui a aliança entre o trunfo geográfico e a capacidade operacional: «Sines beneficia dessa posição de hub, não apenas no que diz respeito à carga de transhipment, que representa cerca de 70% do total dos TEU movimentado, mas também no desenvolvimento de carga no âmbito do hinterland. Além disso, Sines é por excelência o porto que serve a Extremadura espanhola e a Andaluzia, e nosso objectivo é aumentar nossa competitividade em direcção ao hinterland de Madrid», rematou José Luís Cacho.

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