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José Luís Cacho: Sines teve «perdas significativas ligadas ao processo de descarbonização»

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Em declarações ontem prestadas à comunicação social, José Luís Cacho fez o balanço da movimentação de cargas no Porto de Sines em 2019 e anteviu a evolução da infra-estrutura para 2020 – para o líder do Conselho de Administração da APS, a aposta do Governo na descarbonização da economia acabou por ter, naturalmente, efeitos directos na actividade do porto alentejano, com perdas relacionadas com as cargas energéticas, «que têm uma componente importante na sustentabilidade financeira» da infra-estrutura.

José Luís Cacho APS Sines«Temos um problema estrutural relacionado com a descarbonização da economia, com perdas, em 2019 e nos próximos anos, nas cargas relacionadas com energia. E o porto, naturalmente, no seu todo, tem perdas significativas de movimento ligadas a este processo de descarbonização», explicou, vincando que o crescimento na carga contentorizada «vai assegurar a sustentabilidade futura» do Porto de Sines. No entanto, José Luís Cacho  salientou ser importante «atrair novas oportunidades de negócio», em alternativa ao carvão, para «a viabilização do terminal de granéis sólidos».

«O Terminal Multipurpose é importante para a região e os granéis são importantes para a economia. Por isso, estamos à procura de novas oportunidades, com a aicep Global Parques, para captar novos investimentos nos segmentos do agro-alimentar, matérias-primas, minério e outros segmentos, como o ‘ro-ro’», adiantou o administrador, que olha para 2019 como um ano em que foram concretizados «os objectivos principais da actual gestão», mediante a assinatura do contrato de ampliação do Terminal XXI, com a PSA, «que garante a sustentabilidade futura do porto» de Sines, e o lançamento do concurso internacional do novo terminal Vasco da Gama.

«Conseguimos, de certa forma, assegurar o crescimento do porto e a sua sustentabilidade futura com este dois projectos», declarou. José Luís Cacho abordou ainda o projecto de requalificação do ramal ferroviário (investimento de 8,4 milhões de euros) e o prolongamento do molhe leste em 750 metros (75 milhões de euros): o primeira «está em curso» e deverá estar concluído «durante o Verão», ao passo que o segundo «está com um ligeiro atraso», devido «à contestação das propostas das empresas», adiantou.

Com Lusa

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