José María Sallés (WTransnet): «Estamos em 25 países e movimentamos 30 mil cargas diárias»

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A Revista Cargo esteve presente, na passada sexta-feira, na 3.ª edição do Portugal Transport Networking, um evento de ‘speed networking’ que junta, a nível ibérico, os actores que têm carga para transportar com os transportadores.

Em entrevista vídeo à Revista Cargo, José María Sallés, o Presidente da Fundação WTransnet, percorreu um pouco a história da bolsa de cargas ‘online’ para o sector rodoviário, recordando o início turbulento e «demasiado pioneiro» na utilização da internet. Apesar de um início pouco auspicioso, a bolsa de cargas começou a crescer e consolidou-se como uma plataforma de referência na Europa do Sul.

«Primeiros anos foram «muito complicados»

A celebrar este ano os 21 anos de actividade (criada em 1996) e com um sucesso reconhecido em vários países, é difícil imaginar que o início da WTransnet tenha sido tão difícil. Mas foi. José María Sallés admite que a empresa foi, quiçá, «demasiado pioneira» no acesso à internet, recordando que a primeira pessoa não militar só em 1995 teve acesso à internet em Espanha.

A origem da bolsa de cargas remonta a uma transportadora espanhola que, como tantas outras, se deparou com a necessidade de «conseguir carga para o regresso da viagem». A necessidade aguçou o engenho e a internet foi a resposta.

Ainda assim, os primeiros anos de actividade da bolsa de carga foram «muito complicados», recorda o Presidente da Fundação WTransnet, acrescentando que «o primeiro cliente só chegou passado um ano». E o mais engraçado de tudo, recorda, foi o facto do «primeiro cliente que nos disse que sim, depois não passou nos filtros de qualidade que temos desde o primeiro dia».

A chegada do sucesso e o bom exemplo do mercado português

Os primeiros tempos de dificuldade foram ultrapassados e o que se seguiu foram anos de crescimento e de ganho de importância no mercado. «Hoje em dia estamos em 25 países da Europa, somos 160 pessoas a trabalhar na WTransnet e movimentamos cerca de 30 mil cargas diárias», refere José María Sallés.

Já sobre Portugal, onde a WTransnet chegou há 15 anos, o Presidente da Fundação WTransnet só tem coisas boas para dizer. «Portugal é o exemplo na WTransnet em termos de objectivos cumpridos», realça, vincando que são já «850 empresas» as empresas portuguesas a utilizar a bolsa de cargas.

«A WTransnet Portugal é para nós a número dois, depois da WTransnet Espanha», realça.


«Cumprimos o objectivo traçado» no 3.º Portugal Transport Networking

Por fim, questionado sobre a terceira edição do Portugal Transport Networking, José María Sallés admitiu que o balanço final foi «muito bom».

«É a terceira edição e temos crescido todos os anos. Este ano incorporámos a Cargo Área, uma zona onde as empresas têm oportunidade de agendar entrevistas com outras empresas. Isto complementa as entrevistas rápidas», recordou, acrescentando que marcaram presença 160 pessoas. «Cumprimos o objectivo traçado», concluiu.

Porém, admitiu também que o evento deste ano teve uma limitação originada pela calendarização. A proximidade da Páscoa não ajudou e na próxima edição o objectivo passa por crescer muito, numa outra data mais favorável: «Temos que mudar datas, fazê-lo na Páscoa não ajudou. No ano que vem será no Porto, no mês de Março, antes da Páscoa e queremos ter, no mínimo, 220 pessoas».

Veja a entrevista completa AQUI e leia toda a reportagem do evento no próximo número da Revista Cargo

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