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José Simão (DGRM): «Portos lusos podem tornar-se numa «área de serviço de GNL no Atlântico»

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A Revista Cargo marcou presença no seminário ‘Gás Natural: A solução de mobilidade na transição energética’, realizado no passado dia 27 no Pavilhão do Conhecimento – entre os destaques do evento esteve a intervenção do director-geral da DGRM. Abordando o desafio internacional da redução das emissões do Shipping, José Carlos Simão analisou a temática da utilidade do GNL, à boleia das metas definidas pela IMO: recorde-se que estamos a cerca de um mês da implementação da chamada Sulphur Cap, que promete revolucionar o paradigma energético do sector.

GNL: uma solução imediata para as liners que apostam em novos navios

terminal gnl sinesPoderá o GNL, ser um trunfo no processo gradual de descarbonização do Shipping? Sem dúvida que sim, vincou o director-geral da DGRM – mas, e que moldes? «Converter um navio actual que utiliza fuel para GNL significa um investimento muito elevado, cujo retorno tipicamente não é favorável face ao longo período de amortização, isto quando comparado com a instalação de scrubbers ou utilização de fuel de baixo teor de enxofre. Já nas novas construções a instalação de raiz de GNL apresenta uma diferença de investimento já não muito significativa», explicou.

Não surpreende, então, que esta seja «principal razão pela qual praticamente não são realizadas conversões para GNL em navios existentes, contudo, verifica-se um crescimento de novas unidades construídas e em construção que funcionam a GNL», aferiu, explicando ainda que a aposta no GNL em navios novos tem-se focado «sobre armadores cujos navios demandam rotas regulares, onde se pode assegurar os respectivos fornecimentos, como é o caso dos navios ferry e alguns cruzeiros ou navios de contentores».

Portos lusos podem tornar-se numa «área de serviço de GNL no Atlântico»

A conclusão não se fez esperar: «A massificação da utilização de GNL só será possível com uma eficaz cadeia de fornecimento que garanta a disponibilidade de pontos de abastecimento e a confiança dos armadores», afirmou José Carlos Simão, que, na sua visão, não existem dúvidas: «Portugal poderá ter uma boa base de fornecimento deste tipo de combustível, tirando partido da sua posição geográfica», lembrando que o país incorporou na Estratégia para o Aumento da Competitividade portuária «o objectivo de tornar os portos portugueses numa ‘área de serviço GNL no Atlântico’», dando prioridade à «criação de capacidade de abastecimento de navios nos nossos portos». Para o responsável, esta é «uma oportunidade que pode e deve ser desenvolvida».

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