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Joseph Santo (Hapag-Lloyd) e a consolidação: «Em 20 anos, nada aconteceu, e num par de anos, tudo mudou»

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No passado dia 19 de Setembro, o Centro de Congressos de Lisboa serviu de palco para a realização da conferência internacional ‘New MARPOL Regulations: How Will Shipping be Affected?‘, que analisou a chegada de um novo paradigma energético no âmago do transporte marítimo de mercadorias, a cerca de quatro meses da entrada em vigor da nova regulamentação da IMO sobre os limites de enxofre nas emissões dos navios. Entre os oradores convidados esteve Joseph Santo, Managing Director do armador alemão Hapag-Lloyd para a Península Ibérica.

«Somos uma companhia global. Crescemos, nos últimos anos, através de aquisições e fusões, até sermos, actualmente, a quinta maior transportadora de carga contentorizada do mundo. Marcamos presença em 600 portos espalhados por todo o mundo, temos serviços que conectam todas as rotas comerciais importantes. Mudámos muito nos últimos 5/10 anos», introduziu Joseph Santo, traçando o percurso da transportadora germânica, que tem navegado os mares da consolidação – uma tendência global que tem vindo a reduzir a multiplicidade da concorrência no Shipping.

Consolidação «permitirá reforçar o sector», considera Joseph Santo

«Nos últimos dois anos temos passado por algumas grandes integrações. Temos estado activos no processo de consolidação da indústria. O tamanho médio de um navio da nossa frota aumentou, muito devido a essas consolidações. Hoje em dia possuímos uma das maiores frotas do sector em termos de tamanho médio de navios, e possuímos igualmente, em média, uma das mais jovens. Estes são alguns dos dados que demonstram o quanto crescemos nos últimos anos», vincou, explicando as metamorfoses atravessadas pela Hapag-Lloyd neste processo de darwinismo de escala.

«Naturalmente, não temos sido os únicos a estar activos no processo de consolidação – a indústria do transporte marítimo contentorizada tem consolidado de forma bastante rápida. Em 20 anos, nada aconteceu, e, de repente, num par de anos, tudo mudou. Pensamos que grande parte deste processo permitirá reforçar o sector: o crescimento da procura abrandou, tudo se tornou mais contentorizado, mais produtos são transportados via contentores, e o efeito multiplicador do Produto Interno Bruto (PIB) tem encolhido ao longo dos anos», inferiu Joseph Santo.

Excesso de capacidade longe de voltar a atemorizar a indústria

Para o responsável da Hapag-Lloyd, o fenómeno da consolidação tem sido a resposta ideal para harmonizar a procura com a oferta, na ressaca de um negro período de excesso de capacidade que afundou os valores dos fretes (e que desencadeou a aceleração a fundo do processo, globalizado, da consolidação). «Os dados parecem indicador que o mercado crescerá em linha com o PIB durante os próximos anos. Logo, torna-se essencial que o tamanho das frotas cresça apenas a esse ritmo, caso contrário, tudo se começa a distorcer», afirmou.

«Nós monitorizamos de forma atenta a evolução do tamanho da frota. Nos próximos cinco anos, perspectivamos que a carteira de encomendas, em termos de percentagem relativa à frota corrente, seja uma das mais reduzidas dos últimos anos. Perspectivamos que a frota global cresça ao ritmo da procura – assim não haverá distorções», acrescentou Joseph Santo.«Apesar do abrandamento da procura, o advento da consolidação ajudou a corrigir a situação. No futuro, as condições gerais do mercado serão mais estáveis que no passado recente», rematou.

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