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Leixões, Setúbal, Lisboa e Viana do Castelo com variações homólogas positivas em 2019

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Os dados que compilam o exercício de 2019 no que toca à movimentação de cargas nos portos do Continente são foram tornados públicos pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), tal como a Revista Cargo noticiou esta manhã. Agora, aprofundamos a análise do desempenho dos portos (Leixões, Setúbal, Lisboa e Viana do Castelo) que apresentaram variações homólogas positivas no decorrer do ano de 2019.

Entre os portos que movimentaram mais carga em 2019 do que no ano anterior, distinguem-se, em termos de volume, Leixões com +348,5 mil toneladas (+1,8%) e Setúbal com +188,2 mil toneladas (+3,1%), sendo que Viana do Castelo registou um acréscimo de +16,5% (+54 mil toneladas) e Lisboa de +0,04% (+4,9 mil toneladas). Estes dados confirmam a trajectória de estabilização operacional e recuperação vivida em 2019 pelo Porto de Setúbal (depois das perturbações sócio-laborais que afectaram a produtividade do porto na recta final de 2018), a fuga às perdas homólogas por banda do Porto de Lisboa (que procura ainda tempos de maior estabilidade, que tardam em surgir) e o consistente rumo de crescimento de Leixões.

Leixões não desiludiu: contentores, ro-ro e carga fraccionada em alta

Comecemos pelo segundo maior porto nacional em termos de quota de mercado, Leixões: a carga geral sentiu uma subida homóloga de +3,5%, alicerçada no crescimento da carga contentorizada (em +1,6%), que se fixou nos 6,8 milhões de toneladas; também a carga fraccionada, com uma subida de +4,2% (1,03 milhões de toneladas) e a carga ro-ro, com uma significativa ascensão de +14,2% (para as 1,3 milhões de toneladas), ajudaram ao resultado global deste segmento de carga no porto nortenho, que atingiu, assim os 9,1 milhões de toneladas.

No segmento dos Granéis Sólidos, Leixões também cresceu, +2% face ao exercício de 2018 – subidas nos Minérios (+1,6%) e na categoria de ‘Outros Granéis Sólidos (na ordem dos +7%) permitiram ao porto a variação homóloga positiva, apesar do decréscimo sentido nos Produtos Agrícolas (-7,6%). Nos Granéis Líquidos, Leixões sentiu um ligeiro deslize de -0,2%. Contas feitas, o porto acabou 2019 com um crescimento homólogo de +1,8%, materializando em uma movimentação anual de 19,5 milhões de toneladas.

Setúbal: carga contentorizada e ro-ro mostraram as garras

Mudemos agora agulhas para Setúbal, o segundo porto com maior crescimento homólogo do Continente em 2019. O ano de 2018 terminou em total incerteza (devido às paralisações lideradas pelo SEAL), mas 2019 arrancou com esperanças num outlook positivo: e o porto sadino acabou por corresponder, operando uma subtil estabilização ao longo do ano, terminando 2019 com um crescimento geral de +3,1%, equivalente a 6,3 milhões de toneladas movimentadas. A carga geral ascendeu +4,7% (3,2 milhões de toneladas), sustentada por uma sólida subida de +11,5% nos contentores (1,4 milhões de toneladas) e por uma notável subida de +25,2% no ro-ro (519 mil toneladas); já a carga fraccionada desceu -7,8%.

Nos Granéis Sólidos, Setúbal denotou uma ligeira descida de -0,3% (atingido os 2,7 milhões de toneladas), ao passo que nos Granéis Líquidos mostrou-se pujante, apresentando uma subida homóloga de +16,1%, fundada exclusivamente na subida de +25,8% de ‘Outros Granéis Líquidos’.

Lisboa manteve-se à tona com subidas na carga geral e nos granéis líquidos

Não é segredo que o Porto de Lisboa vem debatendo-se para encontrar o rumo da estabilidade sócio-laboral, e, por conseguinte, da normalidade operacional que lhe permita voltar a capitalizar todo o seu potencial de movimentação de cargas. Apesar dos obstáculos, a infra-estrutura portuária da capital fechou 2019 com um crescimento homólogo (ainda que ínfimo) de +0,04%, (movimentação total de 11,3 milhões de toneladas) fugindo à, tangente, à variação negativa face a 2018. Não é, no entanto, de obnubilar, as subidas verificadas na carga geral (+5,5%, equivalendo a 4,8 milhões de toneladas) e nos Granéis Líquidos (+5,7%, que se materializaram em 1,6 milhões de toneladas movimentadas).

Assim, na carga geral, destaque para o crescimento de +5,3% na carga contentorizada (atingindo 4,6 milhões de toneladas) e de +12,1% na carga fraccionada (155 mil toneladas movimentadas). À descida de -6,4% nos Granéis Sólidos (4,8 milhões de toneladas) contrapôs-se a subida de +5,7% nos Granéis Líquidos, à custa de uma subida de +9,3% nos Produtos Petrolíferos (1,2 milhões de toneladas).

Viana do Castelo alcançou a maior subida homóloga

Tido como um porto de vocação exportadora, Viana do Castelo foi o que apresentou, no exercício de 2019, a maior subida homóloga do sistema portuário do Continente: +16,5%, originados, em grande parte, pela acentuada subida de +64,5% verificada nos Granéis Sólidos, que atingiram as 146 mil toneladas. Também nos Granéis Líquidos o Porto de Viana do Castelo registou uma sólida subida de +9,9% (alcançando as 45 mil toneladas), graças ao desempenho no sub-segmento ‘Produtos Petrolíferos’.

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