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Lídia Sequeira: Alargamento do canal é «absolutamente essencial» para a segurança marítima do Porto de Setúbal

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Lídia Sequeira, presidente do Conselho de Administração da APSS, marcou presença no último ‘Fórum TSF’, realizado na passada Sexta-feira, para prestar adicionais esclarecimentos no âmbito das dragagens de que será alvo o Porto de Setúbal, no seguimento do projecto de melhoria das acessibilidades marítimas do porto sadino.

Lídia Sequeira mostra «perplexidade» perante protestos da Quercus e da Zero

Aos protestos e objecções mantidos por associações ambientais como a Quercus ou a Zero, Lídia Sequeira respondeu com assertividade, mostrando-se «perplexa» pela atitude agora defendida pelas duas entidades. «É muito importante abrir um debate e esclarecer as pessoas», introduziu.

Sobre as possíveis consequências dos processos de dragagens para a praia da Arrábida e para a colónia de golfinhos, a presidente da APSS fez uma retrospectiva dos procedimentos: «Existe um estudo de impacto ambiental, de acordo com as exigências comunitárias, que nomeou uma comissão de acompanhamento» composta por «pessoas que não são engajadas politicamente» e que «defendem o interesse público acima de qualquer interesse privado», lembrou.

Estudo de Impacto Ambiental não menciona perigos para os golfinhos, lembrou Lídia Sequeira

«O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) iniciou-se há dois anos e foi concluído há mais de um ano. Foi posto em discussão pública há mais de um ano, e, nessa altura, foi questionado um conjunto numeroso de organizações, nomeadamente a Quercus e a ZERO. Isto está escrito, não pode ser negado. Nessa altura, essas organizações nada disseram. Só posso ter uma reacção de perplexidade perante as reacções que agora oiço», respondeu.

«Quando se diz que o EIA faz menção a ameaças aos golfinho, não é verdade. Não encontra uma linha a dizer isso no EIA. Portanto, vamos repor a verdade das coisas», atirou, assertivamente. «Fizemos os estudos com entidades conhecedoras do comportamento dos golfinhos, pessoas que dedicam a sua vida ao estudo comportamental dos animais e que nos dão garantias de que são cientificamente responsáveis», garantiu.

A presidente da APSS explicou, ainda, que a náutica de recreio pode ter impactos mais verosímeis no comportamento dos golfinhos que o transporte marítimo de mercadorias, uma vez que os especialistas consultados «consideram que um barco de recreio em movimentos dispersos e irregulares e com o nível de ruído que tem pode ser mais prejudicial para os golfinhos do que um navio que transporta mercadorias, e que faz um percurso regular num canal, e que vai a uma velocidade moderada».

Não pode ser estabelecida «correlação» entre as dragagens e a erosão costeira

«Há 4 anos e meio que o Porto de Setúbal não faz dragagens. Logo, ninguém, cientificamente, pode estabelecer uma correlação entre o processo de dragagens e a erosão costeira que afecta algumas praias naquela zona», afirmou Lídia Sequeira, lembrando, na parte final da sua intervenção radiofónica, que o «alargamento do canal é uma questão absolutamente essencial para a questão da segurança da navegação».

Alargamento do canal é «absolutamente essencial» para a segurança marítima, enfatizou

Segundo esclareceu, trata-se de «um canal com sérios problemas de segurança, que este trabalho de dragagem também se destina a resolver», passando, depois, a detalhar: «Ter um canal onde não é possível haver dois navios que cruzam é não só uma falta enorme de segurança como também vai prejudicar o porto do ponto de vista competitivo, uma vez que um navio tem de esperar que o outro chegue, num canal tão longo, ao seu destino. Isto significa atrasos de uma hora e meia a duas horas», rematou.

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