Lídia Sequeira: «Estamos a investir no futuro, em novas tecnologias e na sustentabilidade»

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A Revista Cargo prossegue a sua edição especial de análise e reportagem dedicada ao evento Portugal Shipping Week, que se realizou em Lisboa entre os dias 17 e 21 de Setembro. Escalpelizando as intervenções que compuseram o painel ‘World trade and shipping: Portugal’s potential’, centramos agora atenções no discurso da Presidente do Conselho de Administração dos portos de Lisboa e de Setúbal, Lídia Sequeira.



«É muito importante dizer que, nos últimos anos, a evolução do tráfego marítimo mundial nos volumes de comércio tem crescido, e, para os próximos anos, estima-se – de acordo com a UNCTAD – que o esse aumento de volumes exceda os 3%», introduziu Lídia Sequeira, notando que as «rotas tradicionais transformar-se-ão» e sofrerão uma intensificação durante os próximos anos, dado o estímulo contínuo do comércio global.

Contentores: crescimento coloca Portugal em posição «especial» na Europa, disse Lídia Sequeira

Traçada a panorâmica geral, a experiente líder colocou Portugal debaixo da sua lupa analítica: «Em 2017, nós atingimos 96 milhões de toneladas nos portos portugueses», constatou, fazendo dos positivos números o melhor dos cartões de visita para a comunidade internacional presente no auditório da Gare Marítima de Alcântara. «Portugal subiu bastante, e detém hoje um posicionamento especial neste aumento de volume contentorizado na Europa», acrescentou, destacando ainda os recordes de 2017.

Se à visão positiva do sector portuário juntarmos o progresso ligeiro de Portugal no ranking do Índex de Desempenho Logístico, o cenário nacional torna-se ainda mais sólido – «No que diz respeito ao Índex de Desempenho Logístico, Portugal aumentou, de 2010 a 2018, nove posições», lembrou Lídia Sequeira, que explicitou ainda os três pilares da estratégia de aumento de competitividade portuária.

Competitividade portuária sustentada na «inovação», aposta infra-estrutural e no «desenvolvimento sustentável»

«Os futuros desenvolvimentos para os portos de Portugal baseiam-se em três tópicos», explicou, passando depois a enumerá-los: «inovação e modernização tecnológica – da JUP para a extensão a diferentes modos de transporte e terminais de hinterland, à JUL -, a contínua aposta «nas infra-estruturas dos portos, para aumentar a capacidade e eficiência em todos os terminais» e o «desenvolvimento sustentável e a tecnológico», vector no qual as energias alternativas desempenharão um papel «importante».

Metas para 2026 são atingíveis: « Estamos a investir no futuro»

A recta final do discurso definiu objectivo ambiciosos, já traçados pela tutela, para o ‘horizonte 2026’: «Entre 2016 e 2026, em termos de tonelagem, aumentaremos os volumes movimentados em cerca de 88%, e 200% em TEU: são estas as estimativas para o crescimento dos portos portugueses. Eu penso que atingiremos estes patamares, uma vez que estamos a investir no futuro, estamos a investir em novas tecnologias e na sustentabilidade», rematou.



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