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Lídia Sequeira: «Porto de Setúbal não teve o crescimento fantástico como uma boa comunicação fez crer»

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A Ordem dos Engenheiros promoveu, esta quarta-feira, um debate sobre ‘Infraestruturas Portuárias e Cadeias Logísticas’, tendo como oradores os presidentes dos três maiores portos nacionais: Sines, Leixões e Lisboa. Lídia Sequeira, enquanto líder do porto de Lisboa mas também do porto de Setúbal, foi assim um dos oradores, numa intervenção abrangente e que focou os dois portos que preside e que, recorda, «não tiveram a evolução espectacular» que se assistiu noutros portos do país nos últimos anos.

debate ordem dos engenheiros

A Revista Cargo esteve presente no Seminário promovido pela Ordem dos Engenheiros.

Lídia Sequeira admitiu que, depois de apresentada a Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária no final do ano passado, uma questão tem sido colocada de forma constante: «Como é possível que os portos cresçam todos ao mesmo tempo?». Ora, Lídia Sequeira refere que a questão que se deve colocar é: «Como é possível que os portos de Lisboa e de Setúbal não tenham crescido como os restantes?».

Líder do porto sadino viu «crescimento endémico» nos últimos anos

A presidente do porto de Lisboa e do porto de Setúbal recorda que estes dois «não acompanharam o crescimento verificado nos restantes portos nacionais mas são dois portos localizados numa região que deveria ter determinado um crescimento espectacular, o que não aconteceu».

«O porto de Setúbal não teve um crescimento fantástico como uma boa comunicação fez crer», admitiu mesmo a presidente do porto sadino, considerando a evolução da última década em Setúbal um «crescimento endémico, quando tivemos noutros portos do país crescimentos espectaculares».

Um dos segmentos onde o porto de Setúbal mais evoluiu nos últimos anos foi na carga contentorizada. Porém, Lídia Sequeira vinca que uma coisa é o crescimento percentual e outra bem diferente é olhar para os números em termos de tonelagem ou unidades. «O porto de Setúbal teve um crescimento muito acentuado na carga contentorizada em termos de percentagem mas se formos realistas percebemos que não houve o crescimento que seria expectável», admite.

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