Limites da IMO forçam mais desmantelamentos de navios, mas a evolução está abaixo do esperado

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A proximidade da entrada em vigor de limites de enxofre impostos pela IMO (a lei entra em vigor a 1 de Janeiro de 2020) tem vindo a contribuir para o aumento do número de navios porta-contentores enviados para demolição, embora a evolução tenha, até agora, sido muito lenta, adiantou a Drewry no seu mais recente relatório. Os aumentos do preços do combustível, alerta a consultora, semeiam também várias incertezas (nos operadores) sobre o preço dos novos combustíveis adaptados a respeitar o novo limite regulamentado pela IMO.

Estes aumentos (também estimulados pela decisão dos EUA em eliminar as isenções na importação de petróleo iraniano) contribuem para adensar as incertezas das transportadoras marítimas face às estratégias a adoptar no período pós-1 de Janeiro de 2020; ainda assim, o ponto de interrogação mais visível prende-se com a clareza das despesas adicionais que tocarão às transportadoras na ressaca da imposição da nova legislação. Um dos temas que maior incerteza desperta é a demolição de navios, vinca a Drewry.

Evolução muito lenta do desmantelamento de navios, denota a Drewry

A consultora britânica assumira, a priori, que a entrada em vigor dos novos limites geraria mais actividade de demolição por parte das operadoras marítimas (no caso de navios mais antigos e menos eficientes), algo que não está a acontecer com a esperada intensidade. Explica a Drewry que as adaptações de navios à tecnologia dos scrubbers deveria empurrar para baixo os preços do frete daqueles que não se encontram equipados com este sistema, assim provocando o aumento de embarcações candidatas ao desmantelamento.

No entanto, os armadores continuam relutantes em sacrificar parte de sua frota para aliviar o excesso de capacidade no mercado do transporte marítimo de contentores, denota a consultora londrina, lembrando que 2018 foi o ano em que se registaram menos desmantelamentos desde 2010. À medida que novos navios entram no mercado e a idade média diminui (situa-se nos 12 anos actualmente), as opções disponíveis para demolição vão-se reduzindo, já que normalmente um porta-contentores começa a perder valor quando ultrapassa os 25 anos.

Fantasma do excesso de capacidade de novo no horizonte?

Cerca de 85% da frota actual não ultrapassa os 15 anos, enquanto outros 10% estão entre os 15 e os 20 anos. Destes, numerosos navios com capacidade global para 100.000 TEU já foram adaptados com scrubbers ou aguardam o procedimento. Frisa a Drewry que os proprietários dos navios que já foram modernizados prevêem uma vida mais longa para estes, algo que contraria o cenário (recomendável) de maior intensidade nas demolições nas faixas etárias mais avançadas. Apenas 5% da frota excede os 20 anos e restam poucos navios desta faixa que tenham sido equipados com scrubbers, o que mostra que existe um certo número de navios que totalizam 1,15 milhões TEU disponíveis para serem desmantelados.

 

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