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Linhas Lisboa-Porto e Grândola-Sines e electrificação deverão ser as prioridades nacionais

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Em declarações ao jornal ‘Público‘, Carlos Vasconcelos mostrou alguma preocupação com a dispersão dos investimentos ferroviários para a próxima década, observando que Portugal se deveria concentrar em três grandes projectos que, na sua visão do administrador da transportadora ferroviária Medway, são cruciais: as novas linhas Lisboa-Porto e Grândola-Sines e a electrificação do resto da rede ferroviária nacional.

A construção de uma linha de velocidade alta entre Lisboa e o Porto satisfaz, não só o serviço de passageiros como o de mercadorias, pois permite segregar tráfegos: a actual linha do Norte manteria os suburbanos e os comboios de mercadorias e a outra acolheria os comboios de passageiros de longo curso. Para o responsável da Medway, tal permitiria ter mais canais livres para os seus comboios no principal corredor ferroviário luso, o qual tem troços que estão congestionados e que penalizam a operação, pois a prioridade é sempre dada aos comboios de passageiros.

Carlos Vasconcelos MedwayE é também por a actual linha entre Sines e Ermidas-Sado (concelho de Santiago do Cacém) estar também congestionada que a Medway defende como prioritária a construção de uma diagonal entre Sines e Grândola. «Hoje não fazemos todos os comboios que queremos porque não temos mais canais horários», comentou ao ‘Público’. Por dia, partem de Sines três comboios de mercadorias para a Bobadela, três para o Entroncamento, três para Leixões, dois para Setúbal, dois para Valongo e um para Sevilha, Aveiro e Louriçal, somando-se ainda uma rota trissemanal entre Sines e Mérida.

O administrador observa que, caso haja um problema na linha actual, não há qualquer redundância para o serviço ferroviário e o Porto de Sines fica à mercê de um potencial isolamento. Mais um argumento em favor da prioridade da ligação a Grândola: «Evitávamos a pendente de S. Bartolomeu da Serra, que nos obriga a utilizar duas locomotivas, e passávamos a usar apenas uma em todo o percurso», constatou Carlos Vasconcelos.

Ciente de que uma linha dedicada apenas a carga não agradará aos autarcas de Grândola, Santiago do Cacém e Sines, devido ao «efeito barreira» que a infra-estrutura provoca naqueles territórios, Carlos Vasconcelos defendeu, ao ‘Público’, que a futura infra-estrutura deve também ser utilizada para passageiros. «Creio que haveria ali um serviço interessante para passageiros entre Setúbal, Grândola e Sines», diz, acrescentando que, se não houver outro operador interessado, a própria Medway poderá obter a licença de transporte ferroviário de passageiros para explorar aquela conexão.

Fonte: Público

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