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Lisboa deveria ser o porto de escala do ‘ferry’ Madeira-continente: «É onde está o mercado»

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Na Assembleia Legislativa da Madeira, João Carvalho, presidente do conselho de administração da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes declarou hoje que a ligação de ferry com o continente é, mais do que uma questão económica, uma questão de coesão territorial. Para o líder da AMT, o porto de escala da ligação Madeira-continente deveria ser em Lisboa e não no Algarve (Portimão, mais especificamente).

Lisboa deveria ser porto de escala da conexão Madeira-continente

Para João Carvalho, o porto de escala da ligação Madeira-continente deveria ser em Lisboa e não no Algarve, porque «é onde está o mercado», sublinhou, adiantando ainda que a Autoridade da Concorrência «deu sempre autorização» ao Grupo Sousa nos seus pedidos de licenciamentos ao nível dos transportes marítimos – recorde-se que o Grupo Sousa, através da sua subsidiária Empresa de Navegação Madeirense (ENM), executava a ligação Madeira-continente, tendo optado, em Novembro passado, por cessar tal serviço.

Neste contexto, saliente-se que, apesar das indemnizações compensatórias de três milhões de euros pagas pelo Governo Regional à Empresa de Navegação Madeirense (ENM) para efectuar doze viagens no período de verão entre a Madeira e Portimão, o armador português resolveu suspender a operação, invocando a inviabilidade económica da mesma – uma matéria amplamente noticiada pela Revista Cargo.

Para o presidente da AMT, a «dimensão do mercado em termos de transporte de passageiros – o número de passageiros transportado é pequeno comparado com as Baleares» tem sido um factor de desincentivo que afasta os armadores deste serviço, independentemente das vantagens portuárias que lhes sejam oferecidas.

Na Assembleia Legislativa da Madeira, João Carvalho considerou ainda que o Governo Regional deveria, juntamente com o Governo da República, promover um estudo económico de rotas, indicando como exemplo a seguir o ‘triângulo’ Madeira, Canárias e Cabo Verde. «Podiam apanhar ajudas comunitárias muito substanciais em termos de transporte marítimo», alertou, citado hoje pela Lusa.

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