«Lisboa pode voltar a ser uma grande capital marítima», admite Jorge d’Almeida

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O presidente da Comunidade Portuária e Logística de Sines marcou presença na última edição do programa ‘Fronteiras’, emitido pela RTP3, tendo analisado a economia do Mar portuguesa e as capacidades do sector marítimo-portuário em gerar mais-valias para Portugal. Jorge d’Almeida frisou, quando questionado sobre uma possível falta de aposta nas potencialidades do Mar, que «Lisboa pode voltar a ser uma grande capital marítima».

Para que Lisboa volte a deter esse estatuto de «capital marítima», explicou Jorge d’Almeida, será necessária uma confluência de interesses pujante o suficiente para dar corpo a um caso de sucesso como aquele que se viveu e ainda se vive no Porto de Sines – uma coordenada e profícua sinergia de interesses entre a esfera privada e a pública, algo que esteve na origem da acentuada evolução do porto alentejano nos últimos 15 anos.

Lisboa como «grande capital marítima» – é preciso «convergência de interesses»

«Lisboa pode voltar a ser uma grande capital marítima, mas, para isso, é preciso haver uma convergência de, essencialmente, interesses públicos e de privados. Depois, também é preciso um pouco de sorte. Posso contar a história do que se passou em Sines», afirmou o presidente da comunidade portuária e logística de Sines, narrando depois a origem da «história de sucesso»: a cooperação entre a operadora PSA e a visão estratégia auxiliar da então Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino (que viria depois, a desempenhar o papel de Ministra do Mar).

MSC Ambra Porto de Sines

A origem do sucesso do Porto de Sines (hoje líder portuário crónico da movimentação de mercadorias) contém em si o playbook para criar conexões úteis que conjuguem interesses em prol de um desenvolvimento de grande escala – para Jorge d’Almeida, esta será a receita a seguir por Lisboa. A aposta da PSA, um dos maiores operadores de terminais do mundo, arrastou consigo o interesse de um dos maiores armadores, a MSC. Depois de várias décadas devotado a um plano secundário, o porto alentejano ascendeu a uma posição de incontestável domínio.

«Sines é hoje um porto de sucesso que teve um princípio difícil. Mas foi um sucesso porque houve uma combinação única, de facto, do interesse do maior operador portuário do mundo, a PSA, em Sines, que depois conseguiu trazer um dos maiores operadores marítimos do mundo, a MSC, mas houve também a felicidade de haver uma grande convergência com a tutela, na altura, à frente da qual estava a engenheira Ana Paula Vitorino, enquanto , e, depois, como Ministra do Mar. Essa cooperação foi absolutamente crítica», explicou Jorge d’Almeida.

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