Porto Figueira da Foz

Luís Leal (APFF): Porto da Figueira da Foz «quer continuar com linha de exportação relevante»

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Em entrevista concedida recentemente ao ‘Diário As Beiras’, Luís Leal, administrador do Porto da Figueira da Foz, abordou a performance da infra-estrutura portuária durante o 2018, fazendo um balanço positivo apesar dos contratempos. O administrador ressalvou o «ligeiro aumento» das exportações em 2018» e bons sinais dados pela evolução das cargas contentorizadas e também dos granéis.

Porto da Figueira da Foz de carácter exportador

A balança comercial mostrou, em 2018, a vitalidade do Porto da Figueira da Foz no cômputo da exportação: com 70% das mercadorias movimentadas a terem o estrangeiro como destino. «Este é um porto que quer continuar com uma linha de exportação muito relevante», vincou, ao diário regional, Luís Leal. No topo das mercadorias movimentadas estão o papel, a pasta de papel, o vidro, o cimento e a argila.

Analisando os números de 2018, Luís Leal explicou as razões que forçaram o porto a registar um decréscimo de 1,8% na movimentação de cargas (pouco mais de 2 milhões de toneladas) face a 2017: a greve dos estivadores – e consequente desvio de cargas para outros portos – e os efeitos devastadores da tempestade ‘Leslie’ foram cruciais para explicar esse perda ligeira de fulgor.

Tempestade ‘Leslie’ e greve dos estivadores impediu maior crescimento em 2018

Luís Leal lembrou que a tempestade (cujos efeitos nocivos foram acompanhados pela Revista Cargo) afectou fortemente os equipamentos dos operadores portuários, e, em acumulação com a paralisação, levou a que o Porto da Figueira da Foz não tivesse «atingido outros valores». Ainda assim, o ano ««acabou por ser muito bom», o que apenas provou a resiliência da infra-estrutura portuária.

Mais cargas no horizonte com o aprofundamento do canal de navegação

O futuro trará boas razões para sorrir e para elevar a ambição: com a finalização do processo de aprofundamento do canal de navegação – que permitirá o acesso de navios de maior porte e calado – as cargas deverão aumentar no porto. Além disso, sublinhou o administrador, 2019 será «um ano de transição» que contará também com desassoreamentos a grande escala e um plano estratégico que confirmará as potencialidades do porto como plataforma de transportes marítimos a nível regional e transfronteiriço.

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