Mack Trucks e Daimler Trucks já sentem os efeitos negativos da guerra de tarifas de Trump

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A guerra de tarifas iniciada por Donald Trump começa, naturalmente, a ter implicações directas na vida das empresas americanas – o caso mais recente é o da fabricante de camiões Mack Trucks, subsidiária do Grupo Volvo. A empresa utiliza intensivamente aço especialmente tratado proveniente da Europa, o que significa que, desde o anúncio do aumento das tarifas alfandegárias sobre o aço, paga mais 25% sempre que procede à sua importação. Mas a Mack Trucks não está sozinha – conta com a companhia da Daimler.



Segundo explicou Christopher Heffner, porta-voz da companhia americana (fundada em 1900 e adquirida pela Volvo cem anos após a nascença), a Mack Trucks compra, habitualmente, uma grande quantidade de aço produzido nos Estados Unidos, mas até esses preços correm o risco de subir porque, como resultado das tarifas, os fabricantes americanos não competirão com importações de baixo custo.

Desta feita, a incerteza é, cada vez mais, uma certeza no panorama comercial dos EUA. «Dependendo de como esta questão evolui, ser um fabricante americano pode se tornar uma desvantagem competitiva», admitiu Heffner, citado pela publicação ‘Transport Topics’.

Mack Trucks e Daimler espelham o imbróglio comercial lançado por Trump

A situação actual da Mack Trucks é, segundo um artigo jornalístico do ‘The New York Times’, o reflexo da instabilidade que reina no comercial global após o despoletar da guerra de tarifas, patrocinada pelo presidente dos EUA. Para a reputada publicação, «a natureza global das cadeias de abastecimento significa que as guerras de tarifas do estilo ‘olho por olho’ acabam por ricochetear de modos inesperados e custar empregos no país».

Também a construtora Daimler AG veio a terreiro, na sequência do aumento das tarifas sobre matérias-primas essenciais como o aço e o alumínio, afirmando que a expectável retaliação por parte da China prejudicará as suas vendas de camiões construídos em solo americano. Para Martin Daum, que lidera a divisão de Camiões e Autocarros da Daimler, a decisão de Trump «é um grande erro».

Contra o proteccionismo: «No fim, acabamos por pagar as nossas próprias tarifas…», alerta Daum

Atacando o proteccionismo do líder da Casa Branca, Daum defendeu, sim, a apologia do comércio global sem barreiras: «Acho que a verdadeira solução sermos cada vez mais globais. Porquê? Porque todos os problemas que enfrentamos são problemas globais. Nós só os podemos resolver juntos», justificou, em declarações à imprensa no passado dia 6 de Junho.

«A criação de maiores barreiras comerciais e tarifárias torna a vida mais complicada para os fabricantes que trocam mercadorias entre as fronteiras internacionais. No final, porém, são os clientes e os cidadãos desses países que realmente sofrem porque pagam mais do que deveriam», explicou, acabando por concluir: «Sim, os camiões ficarão mais caros. O transporte ficará mais cargo. Os bens de consumo também. No fim, acabamos por pagar as nossas próprias tarifas…».



Foto: Wikipedia

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