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Maersk alerta: «efeitos em cascata» do bloqueio do Canal do Suez serão «significativos»

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Canal do SuezO Canal do Suez voltou, esta Segunda-feira (dia 29), a estar desimpedido, na sequência dos esforços conjuntos levados a cabo para desencalhar o porta-contentores «MV Ever Given’, que, na passada Terça-feira, havia ficado encalhado na via marítima que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho. Apesar da desobstrução, os efeitos negativos do sucedido poderão prolongar-se durante meses, alertou a Maersk.

Encalhado na diagonal, bloqueando por completo a passagem, o navio da Evergreen assim permaneceu durante cerca de uma semana, gerando o caos no transporte marítimo global e criando disrupções logísticas que, avisa a líder de mercado do Shipping contentorizado, Maersk, poderão perdurar no tempo. A companhia lembrou que 30% do volume global de contentores passa, todos os dias, pelo Canal do Suez; além disso, o incidente agravou a assimetria mundial da distribuição de contentores vazios (necessários para que as empresas asiáticas embarquem os seus produtos).

Maersk fala em «efeitos em cascata» que perdurarão no tempo

«Mesmo quando o canal for reaberto, os efeitos em cascata sobre a capacidade global e os equipamentos são significativos», comentou a Maersk Line, através de um comunicado. Recorde-se que a companhia escandinava tem três navios porta-contentores estacionados no engarrafamento marítimo no Suez, aos quais se juntam mais 29 que esperam ainda entrar na passagem egípcia. Cerca de 15 navios receberam ordens para alterar o seu trajecto, adiantou ainda a companhia. «Tendo em conta a actual acumulação de navios, pode levar seis ou mais dias para todos os navios circularem».

Tal como a Revista Cargo havia já noticiado, esta obstrução do Canal do Suez terá impacto directo nos portos europeus que fazem assentar a sua actividade na carga contentorizada – uma visão reportada pelo especialista Lars Jensen, CEO da consultora Shipping Intelligence Consulting. Portos lusos como os de Leixões e Sines (fortes na movimentação de contentores) eram destino de alguns dos navios presos no congestionamento. Os impactos significativos ocorrerão em portos como os de Roterdão (Países Baixos) e Antuérpia (Bélgica).

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