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Maersk revela estratégia para ‘domar’ ímpetos expansionistas de Amazon e Alibaba

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Longe de configurar uma surpresa, a metamorfose globalizante das retalhistas Amazon ou Alibaba vem-se disseminando por todos os vectores da cadeia de abastecimento e, por conseguinte, inquietando potências do mundo logístico que outrora não imaginariam competir na mesma arena que as gigantes norte-americana e chinesa. O mais recente caso dessa inquietação é o da líder de mercado Maersk Line, colosso nórdico no transporte marítimo contentorizado.



Actualmente clientes da operadora marítima dinamarquesa, a Amazon e a Alibaba vêm-se transformando em multifacetados organismos logísticos capazes de abarcarem uma significativa percentagem do processo, através de expansões transversais que possibilitaram a transposição – da esfera digital para o mundo material. E, em poucos anos, espera-se que essa transposição se adense e se aprofunde: será que estará em causa, no futuro, as lideranças de companhias marítimas como a Maersk Line?

«Amazon pode tornar-se uma ameaça», reconhece CEO do Grupo A.P. Moller-Maersk

«A Amazon pode tornar-se uma ameaça caso não lhes prestemos um bom serviço», comentou Soren Skou, CEO do grupo A.P. Moller-Maersk, detentor da operadora de carga contentorizada. «Se não fizermos bem o nosso trabalho, não há dúvida de que as grandes e fortes empresas como a Amazon ponderarão a hipótese de serem elas mesmas a executar esses mesmos serviços», alertou, durante uma entrevista à agência noticiosa Bloomberg. O aviso surge numa altura em que a Amazon anunciou a intenção de avançar com serviços de entrega de encomendas à porta dos clientes.

A questão que a indústria marítima deve agora colocar a si mesma, avalia a Bloomberg, prende-se com a extensão do controlo que a gigante retalhista pretende adquirir no futuro – será que a Amazon almejará tomar conta do processo de transporte marítimo de mercadorias, rumo aos seus armazéns? Por agora, essa tarefa está a cargo de companhias como a Maersk Line, mas, persiste a pergunta: por quanto tempo? Um ponto a favor dessa estratégia seria, sem dúvida, o ganho de flexibilidade que a empresa norte-americana teria, acrescendo-se a isso menores níveis de congestão nos seus armazéns.

Soren Skou desvendou estratégia para satisfazer exigências dos colossos retalhistas

Na visão de Soren Skou, a solução para manter empresas como a Amazon ou a Alibaba dentro dos seus actuais limites é a oferta de uma resposta combinada que agregue a actividade de linha operada pela companhia, a gestão portuária e os serviços de encaminhamento de frete e transitários – dessa forma, explica o CEO, a Maersk Line poderá dar à Amazon aquilo que esta deseja no contexto das suas necessidades logísticas, que vão desde a eficiente e pontual entrega até ao exaustivo relatório de dados providenciados, para futuras análises preditivas, gestão de inventários e das decisões a serem feitas no plano logístico.

A incorporação da vertente digital é também outro dos trunfos que a Maersk Line vem lançando no jogo logístico, na tentativa de acompanhar o progresso global, marcar o ritmo do desenvolvimento do shipping e convencer as retalhistas de que poderá ser o parceiro de futuro que estas irão necessitar: «A Amazon não está interessada em telefonemas ou e-mails. Ela quer estar ligada electrónica e digitalmente para que o negócio aconteça por si mesmo», explicou Soren Skou. «Isso vai ao encontro da nossa nova estratégia: ela pretende transporte de contentores de uma ponta à outra e nós queremos providenciar o serviço completo», rematou.



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