Maersk Line admite continuidade de «aquisições selectivas» em 2018

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A Maersk Line apresentou, na semana passada, os resultados de 2017: por entre números, balanços anuais e cenários de futuro, a operadora marítima dinamarquesa afiançou que o crescimento da companhia continuará a ser feito através de uma política expansionista de aquisições e fusões, tal como se sucedeu durante o ano transacto.


Negócios da Maersk Line em 2017 movimentaram 14 mil milhões de dólares

A forte política de aquisições e fusões deu azo a negócios de 14 mil milhões de dólares em 2017, entre os quais a famigerada absorção da alemã Hamburg Süd e a venda da Mercosul Line à rival francesa CMA CGM. Tais negócios, que pautaram o comportamento da operadora nórdica em 2017, voltarão, provavelmente, a ocorrer em 2018, já que a empresa assegurou que continuará a procurar aquisições selectivas.

O fim de 2017 foi marcado pela absorção da Hamburg Süd – os responsáveis da Maersk Line revelaram que esse processo está a ser executado com sucesso, prevendo-se sinergias de 350-400 milhões de dólares já em 2019. No balanço de 2017, a operadora fechou o ano registando um lucro de 521 milhões de dólares, sacudindo-se do mau resultado obtido em 2016, na ordem dos 384 milhões de dólares.

2017 com balanço positivo apesar do dos efeitos do ciber-ataque

O resultado de 2017, ainda que bastante positivo para as contas da transportadora, poderia ainda ter sido melhor, não fosse os danos causados pelo ciber-ataque que, durante o Verão passado, assolou as estruturas informáticas do líder de mercado – o ataque, que custou cerca de 350 milhões de dólares, fragilizou tanto a Maersk Line como a sua subsidiária APM Terminals.

O volume de negócios, revelou a operadora, cresceu 14,9% e chegou até aos 23,8 mil milhões de dólares. Durante 2017, a Maersk Line transportou 10,7 milhões de FEU. Registou-se uma subida total de 3% (de 2,4% nos serviços Leste-Oeste, de 2,2% no Norte-Sul e de 7,3% no intra-regional). O preço médio dos fretes subiu 11,7% para 2 005 dólares/FEU, destacando-se o mercado Leste-Oeste onde a subida chegou aos 19,3%.

Em 2017, a companhia adicionou 5 novos navios Triple-E à sua frota e 4 navios de 15 200 TEU encomendados em 2015; no término do ano passado, a Maersk Line detinha 676 navios (contando também com os fretados), com uma capacidade acumulada de 3,56 milhões de TEU: cerca de 10% a mais que em 2016.



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