Maersk Line lucrou no terceiro trimestre mas ainda sente os efeitos do ciberataque

Marítimo Comentários fechados em Maersk Line lucrou no terceiro trimestre mas ainda sente os efeitos do ciberataque 1011
Tempo de Leitura: 3 minutos

A Maersk Line apresentou ontem os seus resultados relativos ao terceiro trimestre, no qual registou um lucro líquido de 220 milhões de dólares. Os números contrastam com as perdas de 116 milhões no mesmo trimestre do ano passado. O volume de negócios alcançou 6,13 mil milhões de dólares, face aos 5,36 mil milhões do ano passado.

Em relação aos valores acumulados desde o início do ano, a Maersk Line fechou os nove primeiros meses com lucros líquidos na ordem dos 493 milhões de dólares. Um valor que por um lado é bem melhor do que as perdas de 230 milhões do ano passado mas que por outro deixa ainda bem evidente os efeitos do cibertataque ‘Petya’.

Recorde-se que o ‘Petya’ terá causado prejuízos na ordem dos 250 a 300 milhões de dólares ao Grupo AP Moller Maersk, grande parte relacionados com a actividade da Maersk Line.

«A procura global por carga contentorizada permaneceu sólida e cresceu perto de 5% no terceiro trimestre de 2017, em comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Apesar do crescimento da procura ser comparável ao do último par de anos, ficou ainda assim abaixo da primeira metade de 2017 e o crescimento deve abrandar ainda mais até final do ano», admite a Maersk Line em comunicado.

A Maersk lembra ainda que o abrandamento de novas encomendas de mega-navios tinha abrandado nos últimos resultados mas que no terceiro trimestre surgiu nova onda de encomendas de porta-contentores com 20.000 TEU’s (e até mais!) de capacidade.

Por outro lado, adiantou que a aquisição da Hamburg Süd prossegue como planeado, num processo que deverá ficar fechado no último trimestre deste ano.

Com a evolução do ano, a Maersk Line teve de rever as previsões para 2017, revendo as mesmas por baixo devido ao ‘Petya’. A companhia espera agora um resultado líquido a rondar os mil milhões de dólares, abaixo das anteriores previsões que apontavam para valores um pouco melhores.

APM Terminals no vermelho

Já a APM Terminals, também do Grupo AP Moller Maersk, apresentou resultados no vermelho relativos ao terceiro trimestre. A empresa registou perdas líquidas de 267 milhões de dólares, o que contrasta com os lucros de 131 milhões do mesmo período do ano passado. Os resultados são justificados com as condições desafiantes do mercado e também com fenómenos como o excesso de capacidade.

A utilização média dos terminais da APM no terceiro trimestre ficou-se pelos 64%, abaixo dos 70% do período homólogo de 2016.

No acumulado anual, a APM Terminals registou nos primeiros nove meses perdas de 276 milhões face aos lucros de 351 milhões entre Janeiro-Setembro de 2016.

«O cenário de clientes nas rotas Este-Oeste mostra sinais de estabilidade com as redes das maiores alianças em funcionamento. Apesar da APM Terminals ter perdido alguns serviços com as mudanças das alianças, os volumes estão agora a ser positivamente impactados com a integração da HMM na 2M e a participação da Hamburg Süd nalguns serviços», admite a APM Terminals.

Svitzer com lucro de 35 milhões; Damco registou perdas de 6 milhões

Ainda dentro do Grupo AP Moller Maersk, os resultados de outras unidades mostram tendências bem diferentes. Se o braço logístico Damco registou perdas de 6 milhões no trimestre, a Svitzer conseguiu lucros de 35 milhões. E também a Maersk Container Industry conseguiu lucros, na ordem dos 8 milhões.

Todo o negócio de Transporte e Logística do Grupo registou assim lucros de 6 milhões, comparado com os lucros de 93 milhões do mesmo período do ano passado.

Back to Top

© 2020 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com