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Maersk suspende escalas em Lisboa, CMA CGM e PSL aplicam sobretaxas de congestionamento

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Apesar do foco incidir sobre as horas suplementares, a verdade é que os sinais de disrupção provocados pela greve do SEAL começam já afectar o regular funcionamento do Porto de Lisboa, um dos mais afectados pela paralisação decretada até dia 8 de Outubro em sete portos nacionais.



A luta sindical despoletada pelo SEAL, contra alegadas práticas «anti-sindicais» e pressões laborais, já mereceu a reprovação frontal de entidades como a AGEPOR, a CPC ou a APAT, e reacções de portos como o de Sines e o de Leixões (ambos negando quaisquer anomalias no decorrer dos trabalhos portuários na sequência da greve). Agora parece ser a vez da reacção das operadoras marítimas.

PSL – Navegação forçada a aplicar sobretaxa de congestionamento

Há três dias atrás, a empresa marítima PSL – Navegação havia já divulgado a informação de que, devido à greve dos estivadores «às horas extraordinárias no porto de Lisboa», se viu obrigada «a implementar uma ‘sobretaxa de congestionamento’ com efeitos imediatos para todos os bookings de Lisboa»: 150 por TEU, com «efeito imediato para todas as novas reservas para o navio Maria Luísa», mantendo esta sobretaxa «até ao fim da greve». A aplicação da sobretaxa tem como fim, justificou a companhia, «manter as escalas da PSL em Lisboa».

CMA CGM anunciou ontem sobretaxa, devido ao «congestionamento portuário em Lisboa»

Ontem foi a vez da francesa CMA CGM anunciar, através de uma notificação à qual a Revista Cargo acedeu, a implementação de uma similar sobretaxa de congestionamento que incidirá sobre as cargas de exportação para o seu serviço West Africa: «O congestionamento portuário em Lisboa, Portugal, vem aumentando os nossos custos operacionais e gerando disrupções de serviços no EURAF5, a nossa oferta de Portugal para os mercados estratégicos da África Ocidental», comunicou a empresa.

Desvendou assim a CMA CGM que «implementará, portanto, a seguinte sobretaxa de emergência sobre o congestionamento portuário nas cargas de exportação de Lisboa», a partir do próximo dia 21 de Setembro, para todos os tipos de carga: 140 euros por TEU. Também a MacAndrews havia já anunciado a introdução de uma sobretaxa de 55 euros por TEU em todas as cargas com origem/destino no porto lisboeta e em Setúbal.

Suspensão das escalas no Porto de Lisboa

Também a líder de mercado (carga contentorizada) reagiu às perturbações derivadas da paralisação: ao que a Revista Cargo apurou hoje, a Maersk Line suspendeu todas as suas escalas no Porto de Lisboa. Contactado pela nossa publicação, Rui Torres, Country & Sales Representative na Maersk Line, confirmou a suspensão: «Sim. Confirmo a suspensão das escalas no Porto de Lisboa», respondeu. Os navios deverão ser desviados para Leixões.



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