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António Saraiva realça «elevado interesse que os nossos portos têm despertado»

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Em entrevista concedida ao jornal I, António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa e do Observatório da Cooperação na Economia do Mar, abordou o tema da Economia do Mar – nomeadamente o seu peso crescente no PIB português – e analisou o momento actual dos portos nacionais, sem esquecer Sines e Lisboa.



«Olhar o mar no seu elevado potencial económico é um tema que deve estar permanentemente em cima da mesa e os membros do Observatório, ao qual presido, têm tentado colocar o mar na agenda dos decisores porque o elevado potencial económico que o mar encerra é um activo que o país não pode dispensar nesta procura de crescimento económico sustentável», começou por afirmar António Saraiva.

A importância de «definir uma estratégia» para capitalizar o Mar

Para o presidente da CIP, o mar é uma valia estratégia que deve ser dotada de um pensamento igualmente táctico, com vista ao seu aproveitamento: «O mar está presente em várias actividades económicas, desde os portos à logística, ao turismo de recreio, à questão alimentar, à biodiversidade e, como tal, tem um conjunto de potencialidades que importa olhar e definir uma estratégia», explicou. «Ao definir essa estratégia o país deverá apostar seriamente neste activo e neste recurso inesgotável».

«Os movimentos anuais de contentores aumentaram 95%», recordou António Saraiva

«Se olharmos para a conta satélite do INE, vimos que o valor acrescentado bruto (VAB) do mar representou 3,1% do PIB entre 2010 e 2103, o equivalente a 4,7 milhões de euros», relevou António Saraiva, não esquecendo o papel da movimentação de contentores no impulso nacional: «Os movimentos anuais de contentores aumentaram 95%», recordou, concluindo de seguida que existe «um conjunto de indicadores que provam que é necessário olhar para o mar como um activo importante», que «pode ajudar o país a ter um crescimento sustentável».

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Incitado a analisar a fase feita de «recordes atrás de recordes», António Saraiva deixou elogios ao desempenho dos portos lusitanos e concordou que a tendência de crescimento seja para manter: « O interesse de investidores de outros países é sintomático disso, quando há interesse então é porque há potencial de negócio. Daí o elevado interesse que os nossos portos têm despertado junto de vários investidores», afirmou.

«Aposta» nos portos «tem de estar relacionada com as ligações ferroviárias»

Aludindo a Sines, o presidente do Observatório deixou claro que o desenvolvimento competitivo dos portos deve estar umbilicalmente ligado à potenciação infra-estrutural e aos índices de acessibilidade: «A aposta que temos de fazer nos nossos portos tem de estar relacionada com as ligações ferroviárias para que exista uma boa fluidez na circulação de transporte de mercadorias», comentou, sendo para tal necessária «uma articulação entre os vários responsáveis» (inclusivamente ministérios).

Porto de Lisboa «dinâmico» e «atractivo» é essencial para o sector

Ainda sobre o panorama portuário nacional, António Saraiva vincou ainda a importância de «termos um porto de Lisboa dinâmico, atractivo», deixando uma mensagem final de ambição e evolução, que não excluiu uma possível alteração de configuração no porto da capital: «Temos de  acompanhar os tempos e ter a ousadia de arriscar em determinadas matérias, senão não evoluímos. Como em tudo na vida, tem de haver sensibilidade e bom senso. Mas com isto não estou a defender que o Porto de Lisboa tenha de sair dali».



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