Ministério do Mar apresentou os eventos internacionais que colocarão Portugal no centro do mundo

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Decorreu, esta manhã, a apresentação oficial dos quatro grandes eventos internacionais que terão como palco a capital portuguesa – na Gare Marítima de Alcântara, a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, acompanhada pela assessora Isabel Moura Ramos, pela presidente do conselho de administração da APL, Lídia Sequeira, pelo Director Geral de Política do Mar, Rúben Eiras e pelo presidente da Shipping Innovation, Llewellyn Bankes-Hughes, levantou o véu sobre as novidades que darão corpo, entre os meses de Setembro e Outubro, às temáticas aprofundadas pelo Portugal Shipping Week, pelo Seatrade Cruise Med, pelo Oceans Meeting 2018 e pelo BioMarine Business Convention.



Llewellyn Bankes-Hughes abriu a apresentação: «Esta é a altura ideal para colocar Portugal e o shipping no mapa»

A intervenção inaugural, em jeito de análise panorâmica, ficou a cargo de Llewellyn Bankes-Hughes – o presidente da Shipping Innovation enquadrou a vinda do evento para Portugal em 2018, afirmando que esta «é a altura ideal para colocar Portugal e também o shipping no mapa». Admitindo ser «uma grande herança», Bankes-Hughes descreveu a onda de eventos internacionais do próximo Outono como catalisadora de «grandes mudanças» na Economia do Mar: «temos de trabalhar em conjunto para levar a cabo este grande esforço», declarou, caracterizando o Portugal Shipping Week como um «evento global que alberga várias atracções», capaz de reunir variados segmentos, desde o transporte contentorizado, aos granéis, passando pela indústria do GNL e pelo contributo das sociedades classificadoras.

O evento, descrito há dias pela Ministra do Mar como um meio de «colocar Portugal na agenda internacional dos armadores, operadores e investidores de hoje», será este ano realizado em Lisboa, depois de ter nas importantes cidades de Bruxelas e Londres os seus habituais locais de eleição – Llewellyn Bankes-Hughes realçou a capacidade de Lisboa desempenhar o papel de anfitriã do evento, afirmando que «estão reunidas todas as condições» para que a capital torne o Shipping Week num sucesso garantido, «voltando a colocar Portugal no mapa», ao mostrar ao mundo as empresas líderes do sector marítimo português – será realizada uma viagem ao Porto de Sines, que contempla visitas «à refinaria, ao terminal de GNL e ao terminal de contentores» e ainda a oportunidade de entrar a bordo de navios, revelou.

À boleia do Seatrade Cruise Med, Lídia Sequeira abordou sucesso lisboeta: «2018 será o melhor ano de sempre no Porto de Lisboa nos cruzeiros»

Findada a apresentação de Llewellyn Bankes-Hughes, seguiu-se a intervenção de Lídia Sequeira, focada no evento Seatrade Cruise Med, e, naturalmente, no papel de charneira que o Porto de Lisboa desempenha neste segmento – antecipando o «sucesso» do evento, garantiu que «é com muito prazer que a APL se associa a eventos tão relevantes para Portugal e para a Economia do Mar» e caracterizou o Seatrade Cruise Med como «uma das maiores feiras do mundo», cuja presença em Lisboa «confirma o carácter internacional de Portugal». Para a líder do conselho de administração da APL, a capital «será a casa dos grandes decisores» do sector marítimo e oferecerá «uma oportunidade única para as empresas portuguesas mostrarem o que têm para oferecer».

«Apenas em conjunto poderemos construir os níveis de sucesso que todos pretendemos», afirmou ainda, deixando claro que «os portos e as cidades têm que encontrar soluções partilhadas de crescimento». A parte final do discurso de Lídia Sequeira enalteceu os números do Porto de Lisboa no passado recente e augurou um futuro promissor para o turismo lisboeta, cada vez mais internacional e massificado: «o ano de 2018 será o melhor de sempre no Porto de Lisboa no segmento dos cruzeiros, com 350 escalas», acrescentou.

BioMarine Business Convention «reunirá mais de 300 CEO’s» ligados às Ciências da Vida, adiantou Rúben Eiras

A cargo de Rúben Eiras ficou a explanação do evento BioMarine Business Convention, realizado em Cascais – o Director Geral da DGPM deu conta de que o acontecimento «reunirá mais de 300 CEO’s» ligados ao sector das Ciências da Vida e da Biotecnologia e contará com vários workshops sobre Inovação, reuniões B2B, pitch sessions, áreas de exposição e excelentes oportunidades de networking. Isabel Moura Ramos tomou a palavra de seguida, para introduzir o Oceans Meeting 2018: o evento será «o culminar de uma grande semana», contando com 18 países participantes e sendo, «mais que um evento, o momento em que Portugal se afirma em matéria de oceanos».

Oceans Meeting 2018: o momento de afirmação de Portugal «em matéria de oceanos»

Será composto por uma conferência internacional, que versará sobre os paradigmas do Green Shipping, dos Port Tech Clusters e da Economia Azul Circular, e por uma reunião ministerial, que servirá para reflectir sobre os cenários em cima da mesa e gerar consensos sobre as medidas a tomar, com o intuito de colocar em prática políticas capazes de materializar os desígnios obtidos pela convenção. Como explicitou Isabel Moura Ramos, serão «discutidas oportunidades de negócio e crescimento sustentável» no âmbito da Economia Azul Circular, com foco no Green Shipping e na sua «linha revolucionária» que «deve ser acompanhada por Portugal» rumo a um «desenvolvimento mais sustentável», no qual os portos passam a desempenhar funções essenciais no contexto de uma economia circular preocupada com a integridade dos oceanos.

Economia circular: «um pilar das próximas décadas», assinalou Ana Paula Vitorino

A derradeira intervenção, centrada na importância dos oceanos, na preservação dos ecossistemas marinhos e no fomento da Economia Azul, coube a Ana Paula Vitorino. A tónica das palavras da Ministra do Mar acentuou o carácter indispensável de futuros projectos de sustentabilidade, orientados, em seus fundamentos, para a sensibilização da crucialidade dos oceanos, não só na qualidade de vida como também na prospecção de novas estruturas de negócio capazes de potenciar o estabelecimento de uma economia circular, de acrescentar valor ao sector marítimo e de eliminar o ciclo, até aqui imparável, da produção de lixo acumulado. «Temos de evitar o lixo, e, por isso, a economia circular tem de ser um pilar das próximas décadas», assinalou.



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