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«O mar está a dar a Portugal nova oportunidade para se globalizar», diz Ministra do Mar

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A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, concedeu uma entrevista ao ‘Jornal Económico’, na qual abordou, entre variados temas, o paradigma da Economia Azul e as ambições de Portugal no contexto da iniciativa One Belt One Road, que integra a Nova Rota da Seda Marítima, garantindo que «500 anos depois, o mar está a dar a Portugal uma nova oportunidade para se globalizar e prosperar».



A matéria, hoje publicada no suplemento do jornal e de autoria do jornalista Ricardo Santos Pereira, analisa a participação de Portugal no mega-projecto de conectividade chinês, interligando a iniciativa à criação de uma economia virada para a sustentabilidade energética e para o fomento de soluções azuis.

Nova Rota da Seda Marítima integra paradigma da Economia Azul

Para Ana Paula Vitorino, «a Nova Rota da Seda Marítima é um dos projectos globalizadores do comércio mundial no século XXI, conferindo oportunidades empresariais que têm tanto de atractivas, como também de exigência na conquista de um bom posicionamento na sua cadeia de valor».

Poderá Portugal capitalizar esta oportunidade global? «Está nas nossas mãos ter foco, conquistar as oportunidades e criar riqueza sustentável com a economia azul», respondeu, desvendando que o «governo chinês indicou de forma clara que o desenvolvimento da Nova Rota da Seda Marítima é para se realizar de forma integrada com o da economia azul».

«Empresas portuguesas devem posicionar-se (…) como parte do ecossistema comercial da Nova Rota da Seda Marítima»

Por outras palavras, a rota em questão pretende, na sua extensão, «desenvolver a produção e o comércio da economia do mar, que assim vem rentabilizar o investimento infra-estrutural portuário e logístico chinês ao longo da Rota». Para capitalizar esta chance, «as empresas portuguesas devem posicionar-se não só como parceiras na construção, mas também como parte do ecossistema comercial da Nova Rota da Seda Marítima, na aquacultura, no GNL marítimo, nas energias renováveis, no digital marítimo e sectores afins», explicou.

«É uma questão de tempo até à Nova Rota da Seda Marítima ter uma derivação que siga a Rota do Cabo, com ramificações no Atlântico, assumindo o Porto de Sines um papel relevante nesta dinâmica. É preciso sublinhar que o português é a terceira língua mais falada no Atlântico Sul e a segunda na África subsariana», esclareceu.



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