MARF mantém «desempenhos operacionais positivos» no terceiro trimestre de 2019

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O aumento do volume de negócios, aliado à manutenção de uma política de contenção nos gastos operacionais, permitiu à empresa que gere o Mercado Abastecedor da Região de Faro (MARF, SA) apresentar desempenhos operacionais positivos no terceiro trimestre deste ano, anunciou o Grupo SIMAB, através de um comunicado, ao qual a Revista Cargo teve acesso.

De acordo com o Relatório de Execução Orçamental agora aprovado, neste período do exercício, o EBITDA ascendeu a 749 milhares de euros, situando-se acima do PAO3T19 em 33,2 milhares de euros (+4,6%) e abaixo do período homólogo do ano passado em 11,5 milhares de euros (-1,5%).

Comparativamente ao terceiro trimestre de 2018, o desvio desfavorável é justificado – segundo o documento – por «situação não-recorrente, em 2018, relativa a rendimento decorrente de restituição de impostos referente a AIMI (43,6 milhares de euros), uma vez que este imposto deixou de ser devido na sequência da actualização do património predial do MARF», pode ler-se na missiva.

MARF: Volume de negócios com aumento homólogo de +2,4%

O grupo salienta assim, o aumento do volume de negócios em 26 milhares de euros (+2,4%) face ao terceiro trimestre de 2018, impulsionado pelo aumento dos rendimentos core, as taxas de utilização, que cresceram 25,3 milhares de euros (+2,4%). Já o EBIT (“lucro antes de juros e impostos”), ascendeu a 599,5 milhares de euros, registando um desvio favorável face ao planeado no montante de 46,1 milhares de euros (+8,3%) e um desvio desfavorável face ao período homólogo de 4,9 milhares de euros (-0,8%), impactado pelo facto não-recorrente referido.

Recapitalização auxiliou na «evolução favorável» dos resultados financeiros

No terceiro trimestre, a MARF, SA apresentou, assim, margens operacionais positivas de 66% e 49% ao nível do EBITDA e do EBIT, respectivamente. A evolução favorável dos resultados financeiros face ao período homólogo do ano anterior resulta da operação de recapitalização da empresa realizada em Agosto de 2018, consubstanciada numa operação de aumento de capital social por via da conversão de empréstimos accionistas, no montante de 13 291,1 milhares de euros, que se traduziu numa redução da dívida financeira e consequentemente dos encargos financeiros.

O resultado líquido do período em análise – sublinha o relatório – ascendeu a 499,7 milhares de euros, superior ao previsto no Plano e ao período homólogo de 2018, respectivamente em 73,5 milhares de euros (+17,2%) e 73,2 milhares de euros (+17,2%). Quanto à performance económica, os rendimentos operacionais deste terceiro trimestre ascenderam aos 1.137,7 milhares de euros, apresentando-se acima do PAO3T19 em 7,2 milhares de euros (+0,6%) e abaixo do período homólogo em 24,3 milhares de euros (-2,1%), evolução impactada pela citada situação não-recorrente.

Rendimento core com subida homóloga de +2,4%

Em termos acumulados, o rendimento core (as taxas de utilização), que representa 93% da estrutura de rendimentos, ascendeu 1 059,7 milhares de euros, registando um desvio favorável de 5,5 milhares de euros (+0,5%) face ao planeado e uma evolução favorável de 25,3 milhares de euros (+2,4%) face ao período homólogo de 2018. No Pavilhão do Mercado, a taxa de ocupação das boxes situa-se nos 100%, em linha com o previsto e com a ocupação no final do ano passado. A ocupação dos lugares de terrado situa-se em 51%, inferior ao previsto no 3T19 (58%), mantendo-se um sector do mercado com pouca expressão em número de operadores, de compradores e de receitas.

De acordo com o plano estratégico definido para as empresas do Grupo SIMAB, designadamente o seu reposicionamento na logística e distribuição moderna, a MARF, SA tem desenvolvido a sua actividade comercial procurando atrair operadores desta área. Assim, na sequência da comercialização de uma nova área, de 3 282 metros quadrados, para um operador da área de logística, está prevista a construção de um novo edifício e a sua entrada em funcionamento no segundo semestre de 2020, com tradução num rendimento anual de taxas de utilização de cerca de 177 milhares de euros.

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