Maria Luísa Santos (Lufthansa Cargo) aborda o e-AWB: «Estamos a ter um bom feedback dos nossos clientes»

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A Revista Cargo fecha hoje, com novo artigo, a cobertura extensiva do workshop realizado pela Lufthansa Cargo no Hotel TRYP Aeroporto (no passado dia 14 de Novembro) sobre os eServices da companhia aérea de cargas e todo o processo de implementação da carta de porte electrónica (e-AWB) no sector da carga área, a poucas semanas do ‘e-AWB’ passar a ser contrato padrão na indústria a nível global.

A nossa publicação teve, após o término da sessão de workshop, a oportunidade de entrevistar a especialista de vendas Maria Luísa Santos, peça essencial na Lufthansa Cargo em Portugal que tem activamente acompanhado o gradual processo de adaptação digital do sector. À Revista Cargo, Maria Luísa Santos, que demonstrou, durante o evento, as múltiplas utilidades dos eServices da companhia, abordou o tema quente da carga área.

REVISTA CARGO: Já não restam dúvidas que o e-AWB é um passo na direcção certa, rumo à evolução do sector. Concorda?

Maria Luísa Santos: Eu sou vendedora da Lufthansa Cargo há 25 anos e estou em contacto com os clientes e visito-os de uma forma regular, tanto no Porto como em Lisboa – este ano, o meu papel e o meu foco basearam neste processo do e-AWB, em avançarmos com este projecto da digitalização, porque, para nós, Lufthansa, é muito importante. É a directriz que nós temos centralmente para implementar.

Como tem sido o processo de implementação, em Portugal, da carta de porte electrónica?

Em Portugal não tem sido fácil, de qualquer maneira, nós temos sido pioneiros neste processo. Fomos nós que o começámos. Temos tentado envolver todos os agentes, e o feedback que tenho tido é de alguma receptividade. No Porto já estamos a fazer com mais de 20 agentes o e-AWB, a entrega da carta sem documentos. Aqui em Lisboa estamos agora a fazer estes workshops no sentido de motivar os clientes. Hoje [dia 14], tanto da parte da manhã como da parte da tarde, vão estar cerca de 35 clientes aqui representados.

Reunir todos estes clientes é uma forma essencial de esclarecer dúvidas e sensibilizá-los para esta transformação imparável?

É um passo importante, porque os alerta, tira-lhes dúvidas. Claro que este passo é muito importante porque temos de estar todos envolvidos, como aliás dissemos, companhia aérea Lufthansa, aqui durante a sessão. Temos de ter o nosso agente de handling[Portway] connosco no mesmo barco, e os agentes têm de seguir este barco e entrar connosco para conseguirmos todos juntos, uma vez que isto é um trabalho em conjunto. Existem muito passos e muitas coisas que têm de ser medidas, que têm de ser calibradas, há ajustes que têm que ser naturalmente feitos.

No fundo, trata-se de uma mudança de mentalidades…

Sim. Passa pela mudança de mentalidade. E não é fácil. Eu acho que em Portugal não é fácil: temos tido algumas barreiras, porque, como eu disse no workshop, a carta de porte em papel tem 80 anos e 80 anos são muitos anos nos quais o sector esteve agarrado a um papel que era como que um calibre de todo o transporte de carga aérea, e portanto é um trabalho muito difícil. Mas eu acho que nós estamos a ter bastante sucesso e que estamos a ter um bom feedback dos nossos clientes.

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