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Mário Ferreira (Lufthansa Cargo): «O e-AWB é o primeiro passo para o e-freight»

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A Lufthansa Cargo realizou, no passado dia 14 de Novembro, duas sessões de eServices Workshops destinadas a sensibilizar a comunidade transitária da região de Lisboa para o processo, já imparável, da digitalização no seio da indústria da carga aérea. O evento, ocorrido no Hotel Tryp Aeroporto, sucedeu a uma primeira iniciativa, levada a cabo no Porto com o mesmo intuito, e teve o condão de estreitar laços operacionais e gerar positivo feedback sobre a implementação da carta de porte electrónica (e-AWB).

Lufthansa Cargo encabeça revolução digital na indústria da carga aérea

A escassas semanas da introdução da carta de porte electrónica como standard global da indústria de carga aérea, o evento promovido pela Lufthansa Cargo Portugal não poderia ser mais oportuno: reunindo cerca de 40 transitários, as duas sessões versaram sobre a utilidade das reservas electrónicas (eBooking) da Lufthansa Cargo, abordaram em profundidade os benefícios (transversais) do e-AWB e a importância do Data Capture, num contexto de constante comunicação entre transportadora e transitários.

O evento contou com a presença em peso da equipa directiva da companhia: nomes sonantes entre os quais figuraram António Dinis Queirós (Regional Manager) e Maria Luísa Santos (Departamento de Vendas) e aos quais se juntou também o de Bruno Tomaz Costa (Cargo Coordinator), da empresa de handling Portway.

O pontapé de saída ficou a cargo de Mário Ferreira, responsável máximo da Lufthansa em Portugal: «Comecemos pelo significado do ‘e’, do electrónico, na indústria da carga aérea: tudo evoluiu e continuamos, na carga aérea, a trabalhar como trabalhávamos há milhentos anos atrás. A nossa mentalidade tem de mudar. Esta mudança tem de ser efectuada e apenas pode ser feita se cada um de nós quiser – definitivamente, a carga a aérea não vai ficar para trás», introduziu, aludindo ao progresso digital já efectuado em muitas outras áreas. «O futuro é o electrónico, a digitalização, e começa hoje», atirou.

Mário Ferreira: «O e-AWB é o primeiro passo para o e-freight»

«O e-AWB é o primeiro passo para o e-freight. Neste momento é ainda impossível fazer a digitalização de todos os documentos que acompanham uma mercadoria, mas teremos que começar por algum ponto. E o ponto que dará o pontapé de saída é o e-AWB: a eliminação do papel e da versão física da carta de porte», explicitou Mário Ferreira.

«O e-AWB permite várias vantagens, como a redução de custos: quanto pagam as vossas empresas pagam, anualmente, em papel, pelas cartas de porte que entregam? Esse custo deixa de existir. Mais: o decréscimo de processos administrativos. A confusão total deixa de existir; economia de tempo, impacto ambiental, menos recursos utilizados, minimização de erros e uma transparência total em toda a cadeia de transporte, porque aquilo que foi feita na emissão electrónica é o que será disponibilizado para todos e, inclusivamente, para o cliente final», disse.

«Estamos a facilitar a vida a toda a indústria em Portugal»

Para aderir ao e-AWB existem, lembrou, «regras que devem ser cumpridas». «Para arrancar com o e-AWB tem de ser assinado o Multilateral Agreement da IATA. Depois é preciso confirmar a quantidade e a qualidade de FWB, a transmissão da Master AWB, e o mesmo se aplica à FHL, que é a transmissão da House AWB». É importante «fazer uma verificação de qualidade» dos dados, pois «há sempre detalhes que têm de ser acertados», explicou.

Mário Ferreira

«Estamos a facilitar a vida a toda a indústria em Portugal. Neste momento, somos a única companhia, além da SATA (mas esta apenas em carga doméstica), que faz e-AWB. Na Lufthansa Cargo queremos fazer as coisas bem e queremos que vocês nos ajudem. Nós fazemos verificações de qualidade. Temos já bastantes entidades em Portugal a fazer e-AWB», proferiu, sublinhando o pioneirismo da Lufthansa Cargo na digitalização do sector. «Quando termina a verificação de qualidade, nós inserimos, na nossa base de dados, a informação de que o agente está apto a começar com o e-AWB. A partir daí, só tem uma coisa a fazer: eliminar o papel».

Sessão serviu também para demonstrar as potencialidades do e-AWB Data Capture

«A transmissão de FWB e FHL requer tecnologia, mas isso não quer dizer que tenham de deitar para o lixo o sistema informático e comprar um novo. Há muitas hipóteses de o fazer. Existem muitas multinacionais que têm sistemas que permitem fazer transmissões com interfaces directos com as transportadoras», informou Mário Ferreira. «Para os agentes que não queiram aderir a nenhuma plataforma e que não queiram fazer qualquer interface directo com nenhuma companhia transportadora, a Lufthansa Cargo criou, nos nossos e-Services, a hipótese de fazerem a transmissão electrónica da carta de porte: é o chamado e-AWB Data Capture», revelou.

A intervenção do líder da Lufthansa Cargo em Portugal recordou o facto de, a partir de 1 de Janeiro de 2019, o e-AWB passar a ser «default na indústria da carga aérea». Ainda que tal não obrigue à transmissão da carta de porte em formato digital, desaconselhável será fazer orelhas moucas à directiva da IATA: «estarão fora dos standards da indústria, e eu penso que nenhum agente transitário quer estar fora dos standards. Portanto, aconselho, veementemente, que tentem, o mais rápido possível, aderir a este projecto. Contem com a nossa ajuda», garantiu.

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