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Medway conseguiu minimizar «extraordinariamente» impacto do fim do transporte de carvão

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Em entrevista recentemente concedida à publicação ‘Dinheiro Vivo‘, Carlos Vasconcelos, administrador da empresa de transporte ferroviário Medway, analisou a evolução do mercado de cargas e a abordou a forma como a transportadora ibérica enfrentou a «grande quebra no transporte de carvão», na sequência do desígnio de descarbonização da economia assumido pelo Governo.

Carvão «tinha peso significativo» na actividade da Medway

De 2018 para 2019, constatou Carlos Vasconcelos, «houve uma grande quebra no transporte de carvão, a partir do momento em que o país decidiu descarbonizar a economia e deixar cair a produção eléctrica a partir do carvão, em Sines». Este tipo de mercadoria «tinha um peso significativo na nossa actividade», assumiu o administrador. «A partir de Julho de 2019, praticamente deixou de haver transporte de carvão. E este ano não houve e já nem vai haver [a EDP já comunicou que a central vai ser descontinuada]», explicou ao ‘Dinheiro Vivo’.

sines ferrovia Corredor FerroviárioApesar de enfrentar esta quebra, a Medway foi capaz de se adaptar rapidamente, escapando assim a assinaláveis perdas de volume transportado: «Felizmente, o mercado dos contentores está a crescer, assim como o transporte de mercadorias como cimento, madeira e materiais de via para obras; também arrancámos com mais serviços em Espanha. Isto permite um crescimento que, não substituindo totalmente o carvão, minimizou extraordinariamente o impacto do fim do transporte de carvão», disse Carlos Vasconcelos.

A perda do tráfego relacionado com o carvão está intrinsecamente ligada ao Porto de Sines, plataforma que gerava o grande volume de trânsito e que, em 2019, começou logo a sentir os efeitos da descarbonização. José Luís Cacho, presidente do Conselho de Administração do porto alentejano, vincava, em Janeiro deste ano, tal tendência. «Temos um problema estrutural relacionado com a descarbonização da economia, com perdas, em 2019 e nos próximos anos, nas cargas relacionadas com energia. E o porto, naturalmente, no seu todo, tem perdas significativas de movimento ligadas a este processo de descarbonização». Também como a Medway, em Sines a solução parcial passa pelo aumento na carga contentorizada.

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