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Melhor marca de sempre: Portos movimentaram mais de 800 mil TEU até Março

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O primeiro trimestre do ano trouxe mais números recorde para o sistema portuário nacional. E o segmento dos contentores foi um dos grandes destaques no período em questão, com crescimentos significativos para números jamais vistos.

Os dados da AMT mostram assim que, entre Janeiro e Março, o volume de contentores movimentados nos portos do continente «apresentou um desempenho altamente positivo com uma variação de +29,5% em Unidades e +32,2% em TEU». Assim, foram ultrapassadas as 493 mil Unidades e atingidos os 802 mil TEU! Estas são assim as melhores marcas de sempre nos portos nacionais, com a AMT a destacar os contributos dos «portos de Figueira da Foz, Lisboa e Sines».

Nos contentores, Sines já tem quota de 61,7%!

Se a quota do porto de Sines no total da tonelagem movimentada nos portos nacionais até caiu (devido a uma tendência quase generalizada de crescimento), no segmento dos contentores o porto alentejano reforçou a sua posição de líder, tendo agora 61,7% do total de TEU movimentados, depois de um acréscimo de 59,6% face ao mesmo período de 2016. Seguem-se Leixões com 19,4% e Lisboa com 14,5%.

Já no porto de Setúbal foi registado «um recuo de -8,6% face ao 1º trimestre de 2016, fruto do significativo crescimento que registou ao longo do passado ano (+35,5%)».

A AMT recorda ainda que «o tráfego de contentores é fortemente influenciado pelas operações de transhipment realizadas no porto de Sines, cujo volume, no período em análise, ultrapassou 414 mil TEU, +67,7% face ao mesmo período de 2016».

Crescimento também no número de escalas

Os dados da AMT mostram também «2623 (+2,6% face a 2016) escalas de navios das diversas tipologias, incluindo os navios de cruzeiro, e uma arqueação bruta (GT) global superior a 46,3 milhões (+6% face ao período homólogo)».
A Autoridade salienta que «o crescimento do número de escalas no conjunto dos portos comerciais resultou principalmente do comportamento registado nos portos de Aveiro (+11,7%), Figueira da Foz (+8,2%), Lisboa (+4,7%) e Setúbal (+9,7%), que anularam a redução do número de escalas verificada nos portos de Sines (-2,1%), Douro e Leixões (-0,6%), Viana do Castelo (-13,6%) e Faro (-76,5%)».

Já o volume global de arqueação bruta «mantém o valor anual mais elevado de sempre, reflectindo o mesmo cenário nos portos de Sines, Aveiro e Figueira da Foz, que registaram, respetivamente, acréscimos de +10,3%, +19,9% e +17,6%».

Carga Geral e Granéis Líquidos com subidas de 27,2% e 8,9%, respectivamente

Já nos segmentos da Carga Geral e dos Granéis Líquidos foram registados crescimentos de 27,2% e 8,9%, respectivamente, «resultado do crescimento do mercado de carga Contentorizada (+32,9%), no primeiro, e do movimento do Petróleo Bruto (+41,2%), no segundo».

Por outro lado, «a classe dos Granéis Sólidos registou uma quebra de -5,6%, por efeito acumulado de quebras registadas nos mercados do Carvão (-15,3%) e dos Produtos Agrícolas (-10,7%)».

Quanto à carga embarcada, atingiu um volume superior a 10,1 milhões de toneladas, «ultrapassando em +14,5% o registo verificado no período homólogo de 2015, constituindo assim o valor mais elevado de sempre». Já no volume de carga desembarcada, «na qual as “importações” representam em regra mais de 90%, registou um aumento de +11,9%, face ao valor observado no mesmo período de 2016, atingindo cerca de 14,4 milhões de toneladas, o valor mais elevado de sempre, por reflexo da situação observada nos desembarques de Carga Contentorizada (+36,6%), Produtos Petrolíferos (+79,1%) e ainda na Carga Fracionada (+43,2%), embora numa dimensão residual».

A AMT conclui referindo que «Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 76,9%, 64,8%, 57,6% e 100%, respectivamente».

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