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Miguel Marques (PwC): Economia do Mar «resistiu» com «resiliência» à crise iniciada em 2008

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Miguel Marques foi outra das marcantes personalidades a dar vida à conferência ‘Shipping 4.0 – O Mar de Amanhã’, realizada, no passado dia 16 de Maio, nas instalações da ENIDH. Partner na PwC, Miguel Marques abriu o evento explorando o tema ‘O Mar e a Revolução Digital’, actualmente enquadrado, explicou, por uma postura de «esperar para ver por parte do mercado».



Dando conta, com base nos resultados do barómetro LEME da Economia do Mar em Portugal (de 2016), que «60% das variáveis» do contexto do Mar apresentaram desenvolvimentos «favoráveis», Miguel Marques realçou que este sector «resistiu bem à adversidade iniciada em 2008» com a crise financeira global, mostrando a sua vocação «de longo prazo» e «a sua resiliência».

Evolução positiva das cargas e a tendência de «concentração» no shipping lá fora

A sua intervenção incidiu também sobre a «evolução das cargas« movimentadas – os portos portugueses viram, nos últimos vinte anos, uma clara progressão no volume de mercadorias, facto que mereceu o elogio do membro da PwC e ao qual não será alheio o desenvolvimento digital que já se faz sentir há vários anos, pois, se a revolução digital vem batendo à porta, a verdade é que já experimentamos, recorrentemente, os efeitos de «alterações prévias próprias da necessidade de dinamização».

O «excesso de capacidade», o «crescimento dos navios» e os adjacentes fenómenos de «concentração» no seio do transporte marítimo internacional marcam uma tendência global de consolidação que sopra ventos de mudança e provoca, até, modificações no cariz do financiamento deste sector, explicitou.

Digitalização é «mudança real» passível de reduzir «espaço de manobra dos intermediários»

De acordo com os estudos e inquéritos da PwC, «90% dos líderes inquiridos acham que a digitalização não se trata apenas de uma moda», afiançou Miguel Marques. Este fenómeno tratar-se-á, efectivamente, de um paradigma que veio para ficar, provocando «a entrada de novos players», a «diminuição de espaço de manobra dos intermediários» e «alterações nos comportamentos operadores marítimos e logísticos».

É necessário «democratizar o acesso à tecnologia», afirmou Miguel Marques

Para que a digitalização já se incorporou no shipping (e continuará a fazê-lo de forma acentuada), o sector, em conjunto, deverá procurar «democratizar o acesso à tecnologia», buscar «mais formas de compatibilização da informação digital, mitigar o risco de ciber-ataques» e fomentar a «melhoria da cooperação para maximizar os benefícios da revolução digital», enumerou.



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