Ministra do Mar Ana Paula Vitorino

Ministra do Mar e o investimento nos portos: «Temos que estar à altura das novas exigências»

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Ana Paula Vitorino foi a protagonista do segmento televisivo ‘Grande Entrevista’ da RTP: entrevistada ontem pelo jornalista Vítor Gonçalves, a ministra falou da sua relação com o mar e analisou os temas basilares da estratégia marítimo-portuária nacional, desde a ambição de uma crescente competitividade portuária até à criação de mecanismos de financiamento para a área do Mar.



«Toda a minha vida foi cruzada com o mar. Nunca deixei de ter mar nos meus horizontes», começou por afirmar Ana Paula Vitorino. «A área do Mar é transversal por definição, entre áreas governativas e todos os sectores dos partidos porque tem de ter consensos de médio e longo prazo, porque só funciona se houver uma grande interacção entre público e privado, porque é inter-geracional, de negociação e de interacção», explicou.

Extensão da plataforma continental é dossier mais estratégico

Questionada sobre qual o dossier mais estratégico na sua secretária, a ministra entrou, aí, nos temas mais quentes do momento: «Existem vários, com várias escalas. O mais estratégico para o país é a extensão da plataforma continental, porque quase duplica – se tivermos sucesso – a área territorial do país», revelou, adiantando que a proposta portuguesa começou a ser analisada em Agosto de 2017. O processo, acrescentou, deverá concluir-se em 2020, mas sem garantias de pontualidade: «são processos lentos», lembrou.

Prioridade é «tornar os portos ainda mais competitivos»

E qual o dossier mais premente? «Temos três prioridades. Uma delas prende-se com o facto de nós termos que, muito rapidamente, tornar os nossos portos ainda mais competitivos», respondeu Ana Paula Vitorino. «Nos últimos 12 anos fizemos um conjunto de investimentos que fizeram com que a movimentação dos portos crescesse 44% em carga total e quase 180% em contentores. Portanto, fizemos agora um novo plano para que tenhamos um crescimento superior a esse nos próximos dez anos».

Para a governante, Portugal pode e deve capitalizar as potencialidades que lhes estão à mão de semear: «É urgente aproveitarmos estas oportunidades: o tráfego internacional está a crescer, estamos num cruzamento de rotas atlânticas e mediterrânicas – as rotas Norte-Sul e Este-Oeste passam por aqui -, mas só aproveitaremos isso se os nossos portos forem mais competitivos do que os outros que são concorrentes».

Ambição de maior crescimento para responder ao desafio de «estar à altura» dos avanços do sector

E não, não se trata de olhar para os portos nacionais como sendo modestamente competitivos: os índices de competitividade vêm subindo exponencialmente, como Ana Paula Vitorino frisou repetidamente, mas o desejo de elevar ainda mais a fasquia prende-se, explicou, com a necessidade de incremento constante e transversal. Apenas esse garante um desenvolvimento contínuo face às vertiginosas transformações tecnológicas.

É tudo, portanto, uma questão de acompanhar a veloz progressão dos fenómenos dos sectores que compõem as estruturas marítimo-portuárias e do próprio comércio internacional: «São sectores que são sistematicamente ultrapassados; existem mais inovações, mais capacidades, novas exigências por parte da frota internacional, e nós temos que estar à altura», explicou Ana Paula Vitorino.



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