Ministra espera que «existam condições» para que trabalhadores passem à «efectividade» em Setúbal

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Em declarações captadas pela agência Lusa e entretanto já difundidas pelo jornal ‘Diário de Notícias’, a Ministra do Mar abordou hoje o diferendo vivido entre trabalhadores portuários e as concessionárias do Porto de Setúbal, num período de instabilidade que ganhou ainda maiores proporções com a paralisação total nos terminais de ro-ro e de carga contentorizada, como, aliás, já frisou a AGEPOR e o presidente da CIP.

«Operadores já manifestaram intenção de contratar», afirmou a Ministra do Mar

À margem das comemorações do Dia Nacional do Mar, Ana Paula Vitorino, aflorou o tema que tem dominado as atenções do sector marítimo-portuário nacional: «Existe uma questão relacionada com a precariedade em que os operadores já manifestaram a intenção de contratar, no Porto de Setúbal, mais trinta funcionários. Até agora não tem sido possível porque não existem pessoas que queiram ser contratadas. Isto é: de passarem de precários para os quadros dos concessionários», declarou, em Algés, a líder da pasta do Mar.

Recorde-se que a Operestiva e a Yilport Setúbal tinha já indicado a intenção de contratar mais trabalhadores para os quadros permanentes, algo que o SEAL censurou publicamente, por considerar que tal passo não seria a resolução dos problemas dos profissionais actualmente precários. Hoje, a Operestiva voltou a reforçar essa intenção e a mostrar-se aberta ao diálogo, como a Revista Cargo noticiou esta manhã.

Recusa dos trabalhadores em serem contratados «não é matéria» de governo, disse Ana Paula Vitorino

«Os operadores reconheceram que têm poucas pessoas nos quadros face àquilo que é o número total de pessoas que são necessárias para fazer a movimentação. Agora, numa primeira fase, propuseram-se a contratar mais trinta pessoas: dez para uma das empresas e vinte para a outra empresa de trabalho portuário», afirmou, esta tarde, Ana Paula Vitorino. Confrontada com a recusa dos trabalhadores em serem contratados (pois exigem a negociação de uma contratação colectiva), a ministra indicou que tal «não é uma matéria» do Governo.

Ministra espera que «existam condições» para que trabalhadores possam progredir para a «efectividade» em Setúbal

«O Porto de Setúbal tem, num dos terminais, dez pessoas efectivas, quando normalmente utiliza bastante mais do que isso e, daí, os operadores terem-se disponibilizado, por necessidade, a contratar mais 30 pessoas. Espero que existam condições para que essas 30 pessoas que hoje são precárias possam avançar para um trabalho que lhes garanta condições de efectividade», declarou a Ministra do Mar.

Deixou, ainda, uma garantia: «O Governo tudo fará para que os portos nacionais continuem a desempenhar as funções para que existem, ainda mais numa centralidade que nós temos. Os portos nacionais são uma peça fundamental para a nossa economia e, de facto, nós faremos tudo para que se possam retomar as condições de normalidade», completou a governante.

Com Lusa; Diário de Notícias

Foto: Ministério do Mar

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