Ministro das Infra-estuturas

Ministro das Infra-estruturas deixou elogios à «capacidade de criar» da construção naval lusa

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O Ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, presidiu ontem ao lançamento da obra de dragagem do canal de acesso aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. A cerimónia ocorreu no Estaleiro da empresa WestSea, no Porto de Viana do Castelo. O governante deixou elogios à actividade do construção naval e à simbiose de interesses entre privados e o Estado.

O governante marcou presença no lançamento da empreitada de Dragagem do Canal de Acesso aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, fazendo-se acompanhar pelos secretários de Estado Jorge Delgado (Infra-estruturas) e Alberto Souto de Miranda (Adjunto e das Comunicações). O ministro elogiou a sinergia útil entre Estado e iniciativa privada, materializado na obra do canal de acesso aos estaleiros.

O projecto em questão pretende melhorar as condições de acesso ao Cais do Bugio e aos Estaleiros Navais, funcionando como estimulante do desenvolvimento industrial, permitir a entrada de navios de maior dimensão no porto e potenciar a criação de um cluster competitivo na indústria naval portuguesa, aumentando a competitividade da infra-estrutura portuária, explicou a administração portuária.

A intervenção vai ainda promover a melhoria das condições de segurança e navegabilidade no Porto de Viana do Castelo. A empreitada, contemplada no programa ‘Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos Comerciais do Continente – Horizonte 2026’, conta com um investimento da APDL na ordem dos 17, 4 milhões de euros e um investimento privado de 11 milhões de euros da empresa West Sea.

estaleiros VianaEm declarações à imprensa, o ministro criticou a prevalência de um «discurso derrotista» que «é parte da dificuldade que nós às vezes temos de sair da cepa torta», lembrando que o risco da acção faz parte do próprio desenvolvimento. O governante deixou elogios à «capacidade de puxar pelo desenvolvimento, criar, produzir, apontando para a construção náutica como exemplo dessa capacidade produtiva.

«É por isso que nós conseguimos fazer a reparação e a construção de navios. Se quisermos viver melhor e pagar melhores salários, o país, como um todo, tem de produzir mais riqueza. E só conseguirmos fazer isso se arriscarmos e se o Estado fizer a sua parte. Aqui existe uma parceria importante entre aquilo que é a responsabilidade do Estado, nomeadamente no aprofundamento do canal de acesso aos estaleiros, e, depois, o trabalho de um empresário que arriscou esta aventura, juntamente com outro empresário que investe num sector importante para nós, que é o turismo», disse.

A acção e desenvolvimento deste sector, frisou Pedro Nuno Santos é importante também na medida em que ajudará o país a «não se limitar a ser importador». «Quem sonha, quem arrisca, às vezes perde. Mas só vence quem não tem medo. Só conseguiremos vencer e ser fortes e competitivos lá fora, se tivermos ambição e cooperarmos cá dentro. Se queremos captar mais riqueza para o país temos de investir», acrescentou.

Foto de: Rebeca Martins

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