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Ministro das Infra-estruturas: Governo pretende que a «rodovia possa financiar a ferrovia»

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Em entrevista ao semanário ‘Expresso‘, o ministro Pedro Nuno Santos voltou a abordar o tema da articulação entre a ferrovia e a rodovia, no contexto da fusão da Refer com a Estradas de Portugal, que deu origem à Infra-estruturas de Portugal (IP). «Não estou certo de que a fusão tenha sido boa, mas, neste momento, estando a fusão feita, há uma oportunidade que não queria que a ferrovia perdesse», comentou o governante.

Ministro salientou desígnio de colocar a rodovia a financiar a ferrovia

«A fusão da CP e da EMEF é clara, fizemo-la, está feita, com ganhos claros para a CP. Em relação à infra-estrutura e à operação, está a ser pensada», declarou, contextualizando. «As concessões rodoviárias têm um prazo limite. Os encargos líquidos com as concessões começam a descer significativamente daqui a alguns anos. Estamos a falar de muitas centenas de milhões de euros de redução de transferências para o sector privado que podem ser usados pela IP. A desvantagem de separar as empresas é de ser mais difícil conseguirmos que finalmente a rodovia possa financiar a ferrovia», explicou, ao ‘Expresso’, o líder da pasta da Infra-estruturas e Habitação.

Assim, argumentou Pedro Nuno Santos, a hipotética separação entre a Refer e Estradas de Portugal para, posteriormente, se proceder à sua fusão com a CP, poderá inviabilizar um dos grandes vectores de acção do Executivo: colocar a rodovia a financiar a ferrovia, uma vez que o actual modelo da IP facilita tal desiderato. Recorde-se que o processo de fusão da Refer com a Estradas de Portugal foi feita em Junho de 2015, durante o governo PSD/CDS de Pedro Passos Coelho. O processo foi liderado por António Ramalho, actual presidente executivo do Novo Banco.

«Estamos a fazer muita coisa ao mesmo tempo e, por isso, para não darmos um passo maior do que a perna, há um trabalho que estamos a fazer para ver se não fazemos nenhuma revolução que traga mais problemas do que soluções», acrescentou ainda o ministro Pedro Nuno Santos.

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