Ministro das Infra-estruturas: «Não há dados novos que justifiquem um pré-aviso de greve»

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Instado, no passado dia 9 de Julho, a comentar os novos desenvolvimentos relativos à querela laboral entre os sindicatos SNMMP e SIMM e a ANTRAM, o Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, apelou ao bom senso e ao regresso dos motoristas à mesa de negociações.

Aos microfones de várias emissoras, o governante apelou «ao bom senso, ao regresso às negociações e ao abandono do pré-aviso de greve», deixando um reparo à postura do SNMMP, que lançou um pré-aviso de greve para o dia 12 de Agosto: uma greve nacional sem prazo para terminar e que poderá replicar os efeitos daquela que assolou Portugal durante o mês de Abril.

«Não é assim que se negoceia»: ministro critica postura dos sindicatos

«Não podemos estar sistematicamente num processo negocial com ameaças de greve. Não é assim que se negoceia. Tem havido abertura de todas as partes para que se continue a trabalhar. Neste momento, a única coisa que posso fazer é apelar a que os trabalhadores do sector, os motoristas, possam voltar à mesa de negociações», comentou Pedro Nuno Santos.

Sobre a mudança de postura do SNMMP (que critica a ANTRAM por faltar aos compromissos protocolados em Maio), o ministro foi contundente: «Fui apanhado de surpresa porque não existem dados verdadeiramente novos que justifiquem um pré-aviso de greve – há um trabalho que está a decorrer, há uma negociação em curso, há propostas e contra-propostas. Não podemos estar sistematicamente a ameaçar com pré-avisos de greve, não deve ser assim», respondeu, lembrando que foi obtido, com esforço, «um protocolo muito importante entre as empresas e os sindicatos» e que esse é o «espírito» a seguir, «por respeito aos trabalhadores, às empresas e ao povo português».

«As negociações estão, neste momento, a ser feitas na DGERT, a única coisa que desejo é que elas continuem, no bom registo que têm estado até agora. Paremos de fazer, sistematicamente, ameaças, para fortalecer posições negociais. Não é assim que se trabalha com os outros quando nos queremos aproximar: tem de haver abertura e franqueza. As greves são um instrumento de luta mas, neste momento, há uma negociação em curso», rematou o governante.

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