Pedro Nuno Santos Portugal

Ministro das Infra-estruturas quer PPP’s rodoviárias a financiar as linhas de comboio

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O Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, pretende que as parcerias público-privadas (PPP) das estradas financiem as linhas de comboio.

Sem, em Novembro de 2019, o Ministro das Infra-estruturas admitia que os comboios e a ferrovia voltassem a ser geridos pela CP, considera agora que as linhas e estradas devem continuar ser geridas por uma só empresa: a IP, por motivos financeiros e operacionais.

Ministro das Infra-estruturas: IP terá volume de receita «muito considerável»

«As concessões rodoviárias vão começar a chegar ao seu fim e a IP vai começar a ter um volume de receita, fruto da rodovia, muito considerável. Num momento em que queremos fazer um esforço de transferência modal, depois de o país andar a financiar a rodovia, chegou a hora de a rodovia ajudar a financiar a ferrovia. Separar é tornar mais difícil o exercício que acabei de dizer«, explicou, em entrevista ao podcast ‘Sobre Carris’.

De acordo com os dados da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos, espera-se que as PPP (rodovia incluída) comecem, a partir da próxima década, a criar lucros para o Estado. Actualmente, a a gestora de infra-estrutura terrestre IP é responsável por sete subconcessões mas regista prejuízos porque as receitas das portagens são inferiores aos encargos definidos nos contratos, que deverão terminar a partir de 2030.

Com a IP a reter as receitas, também fica assegurada a autonomia financeira exigida para que o país possa abraçar o desafio de erigir novas linhas de comboio sem estar dependente da disponibilidade de fundos comunitários e do Ministério das Finanças. Para o Ministro das Infra-estruturas, «é mais seguro assim», ao ser interrogado sobre a necessidade de preservar as receitas da ferrovia junto do ministério que tutela.

Pedro Nuno Santos pretende ainda preservar a IP a fim de «coordenar bem» a gestão dos carris com as estradas e trocar as prioridades. «Em primeiro, estará a ferrovia; em segundo, a rodovia, onde não houver ferrovia. As linhas não podem ir a todos os bairros. Queremos estruturar a mobilidade com a ferrovia, com o complemento da rodovia. Por isso, devem estar todas em conjunto», salientou o governante.

Fonte: Lusa e Diário de Notícias

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