Ministro do Ambiente: Mobilidade não é apenas problema de investimento, «mas também de comportamentos»

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A Revista Cargo marcou presença no evento ‘First European Mobility Workshop in Lisbon’, ocorrido no passado dia 2 de Julho, no Teatro Thalia – a sessão, organizada pela AMT e pelo IRG-Rail, contou com o discurso de abertura de João Carvalho (que preside actualmente às duas entidades) e também com a intervenção do Ministro do Ambiente e Transição Energética, João Matos Fernandes.

Evolução na Mobilidade também é um problema de mentalidades

De acordo com o governante, os portugueses necessitam de mudar o seu comportamento na forma como encaram a mobilidade. Apesar de, nos últimos 4 anos, Portugal ter assistido a um vasto conjunto de mudanças ambientais, nos vários sectores, para João Matos Fernandes, a mobilidade continua a ser um dos temas mais resistentes à mudança – «As pessoas não mudam a forma como olham para a mobilidade», o que, explicou, leva a que o actual estado de coisas se cristalize. Não se trata apenas de um problema de investimento, «mas, principalmente, de comportamentos».

«Precisamos de descarbonizar o transporte»

Segundo João Matos Fernandes, em 2030, um terço da mobilidade em Portugal será eléctrica. De acordo com o ministro do Ambiente, «este é um plano ambicioso e uma questão de regulação, onde terá de haver uma maior abertura às novas formas de transporte nas cidades, como é o caso das scooters». Esta nova dinâmica trará uma «uma grande disrupção com consequências para os reguladores», vincou, deixando um alerta para o futuro: «Precisamos de descarbonizar o transporte», um desígnio que encontra, frisou, auxílio no Roadmap for Carbon Neutrality.

A finalizar o discurso de abertura do ‘First European Mobility Workshop in Lisbon’, o ministro do Ambiente e da Transição Energética assegurou que, para haver mudança, os portugueses precisam de olhar – sob uma nova perspectiva – para si próprios e para os seus comportamentos, concluindo que a digitalização é a chave para o fazer. «Comportamento, investimento e regulação» são as chaves de uma mobilidade sustentável no futuro, rematou.

Este workshop foi protagonizado por duas grandes sessões. A primeira, da parte da manhã, teve como objectivo debater a questão da «digitalização e os benefícios do consumidor como o coração da intermodalidade e os desafios para a inovação», contando com uma sólida intervenção do Ex-Senior Advisor TEN-T. José Laranjeira Anselmo. Ainda durante este período, várias empresas como a Siemens Mobility, a IP ou a UNIFE deram o seu contributo, tendo por base o tema da digitalização. Na sessão da tarde, o evento que decorreu no Teatro Thalia levou a debate o tema da «sustentabilidade e coesão social e ambiental como agentes para a promoção da descarbonização na protecção dos direitos dos passageiros».

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