Modernização do Porto do Namibe é prova de que o investimento japonês em Angola é para continuar

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De acordo com o portal de informação ‘Macauhub’, o Japão não vai abrandar o seu investimento nas potencialidades logísticas e portuárias de Angola: segundo vincou o embaixador do Japão em solo angolano, o governo nipónico continuará a suportar projectos localizados na província do Namibe. A garantia do embaixador foi dada aquando da inauguração das obras afectas à 2ª fase do Projecto de Reabilitação e Modernização do Porto do Namibe.

Hironori Sawada sublinhou, durante o seu discurso, que o Japão contribuiu com um financiamento de 60 milhões de dólares para o projecto de reabilitação da infra-estrutura portuária de Namibe, ao abrigo de uma parceria que envolveu o sector privado japonês, através da empresa TOA Corporation, que está envolvida, na condição de empreiteira, no Projecto de Desenvolvimento Integrado da Baía do Namibe, que inclui a expansão do terminal de contentores do Porto do Namibe e a reabilitação do Porto do Saco-Mar.

Namibe passará a poder «concorrer com os seus congéneres mais próximos»

Durante a cerimónia, o ministro angolano dos Transportes salientou o facto de as obras terem sido finalizadas em Maio, 65 anos depois de ter sido lavrado o auto que formalizou o início dos trabalhos de construção do cais acostável do então porto de Moçâmedes, segundo o Jornal de Angola. Ricardo de Abreu indicou que, antes desta intervenção, o cais movimentava entre oito a dez navios por hora, o que é aumentado para entre 30 e 35 movimentos por hora, a capacidade estática é elevada de 1700 para 2700 teus, passando as ligações frigoríficas de 25 para 100 tomadas.

Com a recuperação completa do cais será possível introduzir novos e mais modernos meios de descarga como gruas móveis, permitindo o triplo dos movimentos no cais e a consequente diminuição dos tempos de escala, de uma média de quatro a cinco dias de operação, para um dia por cada mil contentores, assegurou o ministro angolano dos Transportes. Com a conclusão da segunda fase do projecto, «vamos ter aqui no Namibe um porto capaz de concorrer com os seus congéneres mais próximos, respondendo ao crescimento da procura que se avizinha com a retomada da exploração mineira e o aumento da produção agrícola nesta região», vincou o governante angolano.

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