MOL colabora com a Rússia no desenvolvimento da Rota do Mar do Norte

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A companhia marítima japonesa Mitsui O.S.K. Lines (MOL) assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com o governo russo que visa o desenvolvimento do transporte marítimo pela Rota do Mar do Norte.



O degelo que se vem assistindo no Árctico tem tornado cada vez mais viável a navegação comercial na região, surgindo, por exemplo, como hipótese para o transporte de mercadorias entre a Europa e a Ásia – com muitos menos dias de tempo de trânsito face à rota tradicional pelo Índico e Canal do Suez.

No caso deste MoU, a MOL avança para uma colaboração com a Rússia ao disponibilizar navios para o Yamala LNG Project, o primeiro projecto energético à larga-escala para exportação de GNL pela Rota do Mar do Norte. O primeiro de três navios quebra-gelo que a MOL disponibilizará para este projecto – o “Vladimir Rusanov” – vai já entrar ao serviço no final de Março.

Por outro lado, a MOL está também a colaborar com a PAO Novatek – o maior produtor independente de gás na Rússia e líder do Yamal LNG Project – num estudo sobre a viabilidade de criação de um terminal de transhipment de GNL na zona de Kamchatka.

Mercado asiático com acesso a novos recursos energéticos

«Com a redução do gelo no Árctico e o desenho de novos navios comerciais quebra-gelo, o transporte de recursos energéticos do Árctico tornou-se comercialmente viável», refere a MOL em comunicado.

«Na região do Árctico, novos projectos estão a seguir os passos do Yamal LNG Project. Países asiáticos, incluindo o Japão, que importam recursos energéticos, estão a dar as boas vindas ao acesso a novas fontes energéticas», acrescenta a companhia, adiantando ainda que «espera-se que haja um crescimento comercial significativo na energia entregue através da Rota do Mar do Norte».

Palavra a dizer também na movimentada rota Ásia-Europa

«Para além disso, nas rotas entre a Europa e a Ásia, em comparação com a rota tradicional via Canal do Suez, a Rota do Mar do Norte oferece uma distância muito mais curta, o que significa menos tempo de viagem, redução de custos e de emissões de CO2 no transporte. É por isso expectável que tenhamos um aumento no tráfego de bens, para além de recursos energéticos, através da Rota do Mar do Norte», refere ainda a MOL.

 



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