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MSC prestes a encomendar 11 ULCV’s de 22 mil TEU’s

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De acordo com fiáveis fontes – as mesmas que avançaram com a informação da intenção da CMA CGM em adquirir nove ULCV’s – a companhia marítima MSC encontra-se a planear a aquisição de onze navios porta-contentores, munidos da mesma capacidade que os encomendados pela concorrente francesa às construtoras chinesas: 22.000 TEU’s. Segundo apurou a Revista CARGO junto da publicação ‘TradeWinds’, a transportadora marítima sediada na Suíça deverá alocar, para a realização do negócio, perto de 1,5 mil milhões de dólares.

ULCV’s da MSC serão construídos nos estaleiros da Samsung e Daewoo

A intenção da companhia da família italiana Aponte surge pouco tempo depois da operadora francesa CMA CGM ter confirmado a encomenda de nove ULCV’s às construtoras navais chinesas Hudong Zhounghua Shipbuilding e Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding, por um valor de 1,44 mil milhões de dólares. Pelo que apurámos, seis navios deverão ser construídos nos estaleiros da Samsung Heavy Industries e os outros cinco nos da Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering. O efeito de arrastamento competitivo que os analistas receavam, após a decisão da transportadora francesa, parece mesmo confirmar-se, com a MSC a seguir o rasto da aposta nos porta-contentores de largas dimensões.

A escalada da renovação na aposta dos ULCV’s reavivou-se com a encomenda da CMA CGM e logo a comunidade marítima sentiu-se assombrada pelo fantasma do excesso de capacidade, um dos factores que despoletou a crise do sector durante os últimos anos, desequilibrando a relação oferta-procura, afectando preços do frete e precipitando as empresas para becos financeiros sem saída – muitas delas foram absorvidas pela concorrência, outras pereceram (como a Hanjin Shipping), e outras buscam, como almas penadas, a redenção, ou seja, alguém que lhes dê a mão (caso da sul-coreana HMM).

Efeitos secundários: Drewry abordou o tema do potencial excesso de capacidade

Ao debruçar-se sobre a decisão da CMA CGM, explicou na altura a consultora Drewry que a orientação escolhida pela direcção da operadora se prendia com uma «despromoção» face à fusão das chinesas COSCO e OOCL e aos preços aliciantes praticados pelas construtoras navais chinesas; além disso, afirmou a Drewry, ainda durante o mês de Agosto, que a introdução de nove ULCV’s no mercado do transporte contentorizado não tinha em conta a preocupação com o equilíbrio do mercado, considerando que a operadora francesa encarou essa ameaça como «secundária».

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