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Nabo Martins (APAT): «Desmaterialização é imprescindível para a nossa futura vida logística»

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A Comissão Nacional para a Digitalização e Simplificação do Transporte e da Logística teve a sua primeira reunião no passado dia 2 de Julho, na ENIDH, juntando inúmeras entidades privadas e públicas em torno da padronização no contexto da implementação da JUL. António Nabo Martins, director executivo da APAT, marcou presença na reunião e, à saída, prestou declarações à Revista Cargo. Para o representante dos transitários na Comissão Nacional, este é um passo «fundamental» no trabalho de «uniformização» de processos, rumo a uma maior eficiência.

«Esta comissão é fundamental, vem, na prática, consolidar e sustentar todo o trabalho que temos vindo a fazer na JUL, tornando-a extensível aos outros modos de transporte (nomeadamente aos terrestres), o que é fundamental estarmos ligados todos na mesma plataforma, buscando assim uma harmonização de procedimentos, uma harmonização documental, tornando, consequentemente, as movimentações de carga mais eficientes e mais competitivas, porque não se perde tempo com processos que acabam por estar todos agregados na mesma plataforma. Tudo fica mais célere», frisou.

António Nabo Martins APATObstáculos serão vários mas o caminho continuará a ser trilhado com sucesso – «Trata-se de um desafio para todos. Pode, como em tudo na vida, haver alguma resistência à mudança, podendo haver actores que resistirão mais do que outros. Por isso é essencial a comissão: esta será a locomotiva deste processo. Todos os actores irão, mais facilmente, atrás de uma entidade que está legislada, regulamentada e devidamente credenciada para levar este processo adiante, enquanto que, se isto fosse apenas assente em algum voluntarismo inorgânico ou menos estruturado, as resistências seriam, eventualmente, maiores e a evolução mais lenta», explicou António Nabo Martins.

«Esta comissão, sendo legitimada pelo Governo português, deverá encontrar caminhos mais fáceis e ágeis para que todos os players actuem tendo o mesmo objectivo: tornar a cadeia mais eficiente e competitiva», declarou, revelando que a associação foi convidada para integrar a comissão «No decorrer dos trabalhos do nosso último congresso (em Outubro)», que se realizou em Portimão. «Estamos todos mentalizados para a necessidade deste contexto de interacção. A uniformização, desmaterialização e harmonização destes processos é imprescindível para a nossa futura vida logística. Não poderemos continuar a ter, por exemplo, camiões horas e horas à espera de um papel», concluiu o director executivo da APAT.

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