Pedro Nuno Santos TAP

Nacionalização «felizmente não foi necessária»; TAP enfrenta agora «fase desafiante»

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O arranque de Julho foi intenso para a TAP e para o gabinete do Ministério das Infra-estruturas: a negociação entre o Estado e os accionistas privados da companhia aérea foi dura e ontem, ao fim do dia, a tutela, pela voz de Pedro Nuno Santos, veio clamar vitória, concretizado que ficou o acordo que permite ao Estado fugir à nacionalização da empresa e abrir caminho à injecção de 1,2 mil milhões de euros.

TAP fugiu à nacionalização: «felizmente», admitiu o governante

«Finalmente, depois de semanas largas há condições para auxiliar a TAP», comentou o Ministro das Infra-estruturas e da Habitação, numa mensagem que simbolizou o encerramento do acordo. «É um momento importante. O Governo chegou a acordo para comprar parte da posição do accionista privado por 55 milhões de euros e fica com 72,5% do capital da TAP», resumiu Pedro Nuno Santos. «Evitámos uma opção que não era a que queríamos mas que foi importante que estivesse em cima da mesa: a nacionalização. Felizmente não foi necessária», disse.

Para o governante, trata-se de «uma boa solução para a TAP», que, agora, inicia uma «fase desafiante», uma vez que as contas não estão para facilidades. «A Avaliação da Comissão Europeia foi feita com base em indicadores objectivos, mas estamos a falar de uma companhia com capitais próprios negativos de 580 milhões de euros. Não habilitava a TAP para mais nenhuma opção», explicou, reiterando o «cenário desafiante» mas mostrando-se confiante no futuro da transportadora aérea portuguesa: «a TAP vencerá», atirou, na conferência de imprensa de ontem.

«Compreende-se a perplexidade do povo português»

O ministro abordou o acordo e a injecção de 1,2 mil milhões de euros na empresa: «Compreende-se a perplexidade do povo português. É muito dinheiro. Os portugueses passam por dificuldades e é natural que todas as dúvidas sobre necessidade de intervenção existam», admitiu, lembrando, no entanto, que a TAP «exportou 2,6 mil milhões de euros» e «é a companhia que mais turistas traz para Portugal», comprando também, a cada ano, «cerca de 1,3 mil milhões a mais de 1000 empresas nacionais». Números que, defende, deverão realçar a importância nacional da empresa.

O governante adiantou que a gestão da TAP passará pela «contratação de uma empresa especializada de procurar no mercado internacional gestores com competência na área da aviação». Para Pedro Nuno Santos, «a TAP é demasiado importante para o país para que aceitássemos deixar cair». Admitindo que o «futuro é incerto», o ministro diz que o país deve querer uma TAP «viável» capaz de «servir as necessidades» de Portugal. «Não queremos uma empresa sobredimensionada mas que sirva os interesses nacionais. É um equilíbrio difícil», admitiu.

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