Navalrocha concluiu projecto multi-milionário de reparação para a empresa Polarcus

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Excelentes notícias para o sector naval português: o estaleiro lisboeta Navalrocha finalizou um projecto de reparação e requalificação para a empresa de geofísica marinha Polarcus, com sede no Dubai. Finalizado no primeiro mês deste ano, o projecto de docagem seca abrangeu um conjunto diverso de trabalhos no navio de pesquisa sísmica 3D/4D ultra moderna de 14 serpentinas – ‘Polarcus Naila’, relata a publicação ‘Hellenic Shipping News‘.

Figurando entre as embarcações sísmicas ambientalmente mais avançadas do mundo, a ‘Polarcus Naila’ detém propulsão diesel-eléctrica, conversores catalíticos de alta especificação, um casco duplo e um refinado sistema de limpeza de águas de esgoto. «O projecto englobou cinco parceiros principais que operam na base do estaleiro da Navalrocha e uma série de outras empresas marítimas especializadas, disponibilizando uma variedade de trabalhos mecânicos, hidráulicos, tubulações, siderurgia, projecção de inerte e pintura, além da limpeza de tanques de óleo, combustível e lastro, carpintaria e soldagem», adiantou Sérgio Rodrigues, director comercial da Navalrocha.

A embarcação «esteve no estaleiro da Navalrocha durante um total de 33 dias, desde o período de Natal», revelou o responsável, citado pela publicação. O projecto, de grande monta, envolveu 350 engenheiros, « que exigiu um cuidadosa gestão e coordenação na utilização de equipamentos de pesquisa de alto valor. Foram usados quatro guindastes móveis, três gruas de parque e seis empilhadores ​​para manobrar a infra-estrutura a bordo. Os engenheiros repararam quatro guinchos, substituíram outros dois e instalaram dois novos guinchos para reforçar as operações», frisou.

«Uma nova parceria com a empresa Deme Marine, com sede em Chipre, também permitiu a entrega de equipamento de hidro-jateamento robótico. Esse serviço ajudou a reduzir o tempo e a mão-de-obra, garantindo zero contaminação por poeira ou danos ao equipamento sísmico, o que pode ocorrer usando técnicas mais tradicionais de jateamento de polpa», explicou Sérgio Rodrigues.

Entre os trunfos que a Navalrocha detém e que fizeram a diferença na escolha da Polarcus está a escala das suas docas secas – a embarcação exigia uma folga de calado de 2,5 metros, do piso da doca até o fundo da embarcação, para tornar mais fácil o acesso ao objectivo principal do trabalho, que envolvia a renovação de 12 caixas onde se encontram as unidades de refrigeração.

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