No Congresso APLOG, Manpower Portugal analisou impacto da digitalização na área da logística

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A Revista Cargo continua a reportar o que de frutífero resultou da realização do 21º Congresso da APLOG, ocorrido no Parque das Nações – desta feita, olhamos com detalhe para a participação da Manpower Portugal no evento, por via das palavras de Vítor Antunes, Managing Director da Manpower Portugal, um dos (muitos) convidados de luxo que abrilhantaram o último congresso da associação.

A intervenção de Vítor Antunes, integrada no painel ‘Perfis Profissionais para a Logística Digital’ (no segundo dia do evento), centrou-se na discussão da crucialidade do investimento em pessoas na transposição evolutiva da Logística convencional para a Logística Digital, assim como o efeito disruptivo que poderá gerar novas ameaças, mas também novos negócios, novos processos operacionais e novos comportamentos na dinâmica empresa-cliente.

Estudo ‘Skills Revolution 2.0’: 90% das empresas sentirão os efeitos directos da digitalização

O debate não poderia ser mais premente: o fenómeno da digitalização contaminou toda a essência da cadeia logística e, à medida que progridem as suas emanações tecnológicas, todo o processo logístico ganha velocidade, agilidade e um índice cada vez mais elevado de desmaterialização – o consumidor final, colocado agora no centro da disrupção, torna-se um dos elementos mais influenciadores dessa mudança, e, simultaneamente, um dos mais influenciados.

Nesse contexto de transformação, todo o processo logístico acelera, desde a recepção à entrega de mercadorias. Explicou Vítor Antunes que 90% das empresas prevêem actualmente um efeito de afectação provocado pela digitalização nos próximos dois anos – o estudo ‘Skills Revolution 2.0’, levado a cabo pela Manpower Group, indica que, apesar dos avanços incontornáveis da automação, a necessidade de contratar continuará a crescer.

Automação não abrandará necessidade de contratar, lembra a Manpower Portugal

«O facto de 86% dos empregadores em 11 países planear manter ou aumentar o número de colaboradores, apesar da automação, sendo Portugal um dos países neste lote, significando que continuarão a existir empregos na logística, mas que serão diferentes dos que existem hoje, acentuando a escassez de talento caracterizada pelo desencontro de competências – dado que 35% das empresas nacionais afirmam que os candidatos não têm as competências que o mercado procura», explicitou a Manpower Portugal, através de um comunicado que faz o rescaldo analítico da participação da companhia no 21º Congresso da APLOG.

Empresas precisam de «adoptar um mindset digital alicerçado em líderes com competências digitais», afirmou Vítor Antunes

Para a Manpower, impõe-se a pergunta: estarão as empresas a fazer os possíveis para assegurar que os seus colaboradores acompanham esta vaga de digitalização, adquirindo, para tal, «as competências necessárias para enfrentar os desafios tecnológicos»? Vítor Antunes tem poucas dúvidas: «O sector da logística, está a atravessar uma revolução digital profunda, e por isso é necessário acelerar o processo de aperfeiçoamento e requalificação das competências dos colaboradores».

«Dada a velocidade a que estas transformações estão a acontecer, as organizações precisam de adoptar um mindset digital alicerçado em líderes com competências digitais e em departamentos de Recursos Humanos capazes de desempenhar simultaneamente o papel de Experts, Marketeers e Designers que coloquem o Capital Humano no centro das estratégias de negócio das organizações», comentou o Managing Director da Manpower Portugal.

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